Musical em que um professor e vendedor de instrumentos musicais (Robert Preston) transforma os habitantes de uma pequena cidade em figurantes de sua banda. Adaptação da peça que o próprio Preston havia representado na Broadway, baseada nas memórias de Meredith Wilson. Na trilha sonora, clássicos como ''76 Trombones'', ''Till There Was You'' e ''Trouble''.
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Nunca antes na minha vida abandonei um filme em apenas dois minutos. Não é possível que alguém tenha pensado, escrito e dirigido, que um estúdio tenha aprovado, que as pessoas tenham comprado ingresso, e que a Academia tenha achado de bom tom indicar essa porcaria em seis categorias.
Ao longo da história a humanidade fez muita coisa execrável, e com certeza a cena inicial de cantoria no trem foi menos justificável que algumas guerras e massacres.
Esse diretor Morton da Costa devia ser amigo próximo de alguém influente em Hollywood. Só isso explica. Ele fez 3 filmes na vida dele: 2 deles foram indicados a melhor filme, e ambos são uma merda completa. O terceiro eu não vi e nem quero ver.
Nesse filme aqui, a única cena que é minimamente interessante é a coreografia da biblioteca. Nada mais presta. As músicas são um lixo, o enredo é patético, e o desfecho não tem nenhuma lógica. A cena inicial com a "música" no trem e a "música" com a filha no piano são das coisas mais dolorosas (em nível de vergonha alheia) que eu já vi na minha vida. É MUITO MUITO RUIM! Eu tive que pausar o filme porque eu não tava acreditando naquilo. É como se tivessem pegado os diálogos e falado "agora vamos ler essas falas alternando o tom de voz e chamar isso de música", com "versos" que sequer encaixam no tempo da música. Não vale nem como tentativa de humor.
Comédia romântica musical indicada a 6 categorias no Oscar: melhor filme, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor edição e melhor som, vencendo o de melhor trilha sonora adaptada; no Globo de Ouro, mais 6 nomeações: melhor direção, Morton DaCosta (1914-1989), melhor ator de comédia ou musical, Robert Preston (1918-1987), melhor atriz de comédia ou musical, Shirley Jones, melhor atriz coadjuvante, Hermione Gingold (1897-1987), e melhor trilha sonora, vencendo o de melhor filme de comédia ou musical.
Também conhecido como "O vendedor de sonhos", o filme foi baseado no musical da Broadway de 1957 de Meredith Willson (1902-1984) com o mesmo nome, que DaCosta também dirigiu. Lançado pela Warner Bros., o filme foi um dos maiores sucessos do ano e foi amplamente aclamado pela crítica nos Estados Unidos, porém, fracassou no resto do mundo. Houve uma versão feita para a TV: O homem da música (03). O escritor e compositor Meredith Willson teve mais lucro com a versão dos Beatles de sua canção "Till there was you" do que com a peça e o filme juntos. Um dos destaques do filme é a presença do ator Ron Howard, aqui um garoto num papel destacado. Mais tarde, viria a se tornar um diretor de sucesso: Splash Uma sereia em minha vida (84), Cocoon (85), Willow, na Terra da magia (88), Uma mente brilhante (01) e O código Da Vinci (06), dentre outros.
Os créditos finais aparecem no estilo de uma chamada ao palco de um show da Broadway. Primeiro, os personagens secundários são mostrados com os nomes dos artistas. Os créditos então progridem através do elenco terminando com o protagonista. Normalmente os musicais antigos tem as músicas chatas com letras bobas e melodias insuportáveis (a grande maioria!), salvo raríssimas exceções, como a inclusão de músicas clássicas ou de bandas militares. Esse filme é longo demais e tem uma estória maçante, mas vou dar uma nota generosa devido a alguns números de danças legais e coreografias aceitáveis. Só por isso mesmo!
Uma estrela a mais por Till There Was You.
Nunca tive tanta vontade de entrar na tela e sair dançando e cantando
como tive na cena final