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A incrível história da equipe de basquete lituano de 1992, cujo os atletas lutaram sob o domínio soviético, tornaram-se símbolos do movimento da independência da Lituânia e - com a ajuda do Grateful Dead - triunfou nos Jogos Olímpicos de Barcelona.
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Em 1992, durante os Jogos Olímpicos de Verão em Barcelona, o “Dream Team”, time de basquete dos Estados Unidos, que tinha entre seus jogadores nomes como os de Michael Jordan e Magic Johnson, ganhou a tão desejada medalha de ouro. No mesmo pódio, entretanto, em terceiro lugar, havia outro “Dream Team”: o time de basquete da Lituânia, que surpreendentemente levou a medalha de bronze. A façanha dos lituanos é surpreendente não apenas devido ao desempenho dos jogadores na quadra, mas sobretudo porque eles representavam um país que havia se tornado independente da URSS há menos dois anos e que ainda enfrentava a resistência de tropas russas em seu território. Não havia, pois, capital investido (parte do financiamento foi conquistado por iniciativa da banda de rock The Greatful Dead, que se inspirou no caso) ou incentivos ao time, somente a vontade de vencer e de elevar o nome da Lituânia numa atitude de afirmação de soberania. É este o feito heroico da delegação lituana de basquete que o documentário visa reconstituir através de entrevistas, remissão a fatos históricos, imagens de arquivo etc.
Narrativamente, o documentário contempla três dimensões que, a rigor, se complementam: a histórica, a desportiva e a política. Enquanto ponto de partida, a narração inicia-se a partir de uma contextualização do basquete e de sua importância para a Lituânia desde o período anterior à fase soviética. Em seguida, mostra-se os efeitos do domínio soviético e a maneira como os atletas lituanos foram incorporados a contragosto às seleções da URSS. Intercalando passado e presente, o filme registra a importância do esporte na resistência à dominação e, principalmente, na afirmação da soberania nacional. Infelizmente, em diversos momentos, a narrativa abandona a neutralidade ideológica e assume um viés determinadamente de direita, incluindo-se um elogio à maledicente figura de Ronald Reagan. Este é o aspecto que esmorece toda a experiência que o documentário procura transmitir.
⭐ 3.1 / 5.0