Cara que coisa angustiante...passei metade do filme me perguntando como pode??
Mas é uma boa a obra de drama, e uma boa pitada da historia americana e sua passagem complexa do final da escravatura, guerra civil...tem uma bonita fotografia da região. E momentos de perguntas profundas.
Mas o que angustia é como o guri simplesmente nao fala nada, como , ele tem tempo, tem motivos, tem alguém que o trata humanamente pela primeira vez, não tem mais presilhas, nem quem o bata ou mate, uma pessoa que o proteja, mas mesmo assim deixa ate o ultimo instante para passar o resto da vida com a culpa...E sabe pensando aqui, todo esse cerne não e diferente da vida, seja em qual contexto for, ate das relações humanas..
Movido por um dos piores clichês que conheço, qual seja o da mentira que o protagonista não consegue desmentir, pois é interrompido sempre que tenta, este walk-movie leva-nos ao século XIX em que caçadores de recompensas brancos usam negros emancipados - Marcus (Keston John) e seu sobrinho Will (Ashton Sanders) - para atrair e recuperar a propriedade escrava negra, um conceito que, admito, até hoje sinto dificuldade em digerir. Versão avessa de Django livre, digo conceitualmente, a narrativa dirigida por Chris Eska envia a dupla para capturar Nate (Tishuan Scott), com o falso pretexto de reuni-lo com o irmão no leito de morte.
Aqui, a trajetória percorrida entre a paisagem outonal norte-americana simboliza a busca de Will por redenção, dilema explicitado por meio de diálogos e ações abnegadas de Nate, convenientes até demais e com o único objetivo de forçar o arrependimento no garoto. E, ainda que as inúmeras oportunidades em contar a verdade a Nate acumulem-se, sendo uma crassa com uma mudança de ideia em só um minuto, o resultado final confere unidade à narrativa, quando poderia ser episódica, e também emoção na descoberta da figura paterna tão procurada. Além disso, a fotografia e figurinos gastos e as boas atuações ajudam a perdoar o clichê citado anteriormente. Por mais detestável que ele seja.
Vi na Mostra Internacional de Cinema. É um bom filme, fizeram um trabalho legal de figurino e os atores, embora não sejam conhecidos, também não fazem feio.
Cara que coisa angustiante...passei metade do filme me perguntando como pode??
Mas é uma boa a obra de drama, e uma boa pitada da historia americana e sua passagem complexa do final da escravatura, guerra civil...tem uma bonita fotografia da região. E momentos de perguntas profundas.
Mas o que angustia é como o guri simplesmente nao fala nada, como , ele tem tempo, tem motivos, tem alguém que o trata humanamente pela primeira vez, não tem mais presilhas, nem quem o bata ou mate, uma pessoa que o proteja, mas mesmo assim deixa ate o ultimo instante para passar o resto da vida com a culpa...E sabe pensando aqui, todo esse cerne não e diferente da vida, seja em qual contexto for, ate das relações humanas..
Simples com um bom drama,e historia mas eficiente
Para quem gosta do gênero, vale a pena conferir
Movido por um dos piores clichês que conheço, qual seja o da mentira que o protagonista não consegue desmentir, pois é interrompido sempre que tenta, este walk-movie leva-nos ao século XIX em que caçadores de recompensas brancos usam negros emancipados - Marcus (Keston John) e seu sobrinho Will (Ashton Sanders) - para atrair e recuperar a propriedade escrava negra, um conceito que, admito, até hoje sinto dificuldade em digerir. Versão avessa de Django livre, digo conceitualmente, a narrativa dirigida por Chris Eska envia a dupla para capturar Nate (Tishuan Scott), com o falso pretexto de reuni-lo com o irmão no leito de morte.
Aqui, a trajetória percorrida entre a paisagem outonal norte-americana simboliza a busca de Will por redenção, dilema explicitado por meio de diálogos e ações abnegadas de Nate, convenientes até demais e com o único objetivo de forçar o arrependimento no garoto. E, ainda que as inúmeras oportunidades em contar a verdade a Nate acumulem-se, sendo uma crassa com uma mudança de ideia em só um minuto, o resultado final confere unidade à narrativa, quando poderia ser episódica, e também emoção na descoberta da figura paterna tão procurada. Além disso, a fotografia e figurinos gastos e as boas atuações ajudam a perdoar o clichê citado anteriormente. Por mais detestável que ele seja.
Vi na Mostra Internacional de Cinema. É um bom filme, fizeram um trabalho legal de figurino e os atores, embora não sejam conhecidos, também não fazem feio.