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Data de lançamento
9 Maio 2015Duração
Ligados por um destino, Casey, uma adolescente otimista e vibrante com curiosidade científica, e Frank, um gênio desiludido, embarcam em uma missão repleta de perigos para desvendar os segredos de um local enigmático em algum lugar no tempo e no espaço conhecido como Tomorrowland. O que eles devem fazer lá muda o mundo - e eles - para sempre.
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Tem Alguns Spoilers...
E se você encontrasse uma porta que levasse para outro mundo? Um mundo de paz, alegria, sabedoria e amor. Um mundo onde todas as coisas que buscamos são possíveis? Um mundo de todos, mas feito para aqueles que teimam em acreditar no amanhã.
Casey não encontrou porta e nem janela, ela ganhou um pin.
"Tomorrowland: Um Lugar Onde Tudo é Possível" esconde aí a sua maior grandeza. O filme não quer apenas nos contar uma história de ficção científica e aventura; ele quer nos resgatar desse mundo finito e aleijado. Numa época em que o cinema e o mundo se apaixonaram pela tragédia, pela ruína e pelo fim dos tempos, esta obra vai contra a Matrix, nos fazendo olhar para algo perdido e nos devolvendo o direito de sonhar com o futuro.
Casey Newton (Brittany Robertson) reflete essa sede incontrolável por algo maior. Quando suas mãos tocam o broche, não é apenas o seu corpo que viaja; é a sua alma que enxerga o que a humanidade poderia ser se não tivesse desistido de si mesma.
O visual reluzente de uma cidade retrofuturista erguida entre campos de trigo dourados é de um lirismo arrebatador — é o paraíso perdido que sempre esteve à nossa frente se não tivéssemos esquecido de olhar em nosso coração. A direção de arte e a fotografia criam uma atmosfera solar, nostálgica, que nos faz lembrar o porquê de gostarmos de cinema. Brad Bird conduz essa jornada com o ritmo impecável do cinema de aventura dos anos 80, combinando uma trilha sonora vibrante a atuações que dão pulso e coração a cada cena.
O choque entre a resignação amargurada do velho Frank Walker (George Clooney) e a chama da juventude de Casey cria um contraste belíssimo sobre o que o tempo faz com os nossos sonhos. A decepção e a ressignificação de suas ilusões mostram o lado humano de um homem que ainda carrega as dores da infância. A enigmática Athena (Raffey Cassidy) revela o nó mais profundo desse peito velho, uma conexão afetiva e trágica que nos lembra que, até mesmo no meio de circuitos e engrenagens, pode habitar a forma mais pura de amor e sacrifício.
Essa carga poética ganha um fôlego eletrizante através de uma ação ágil e extremamente divertida. A direção de Brad Bird resgata aquela energia inconfundível dos clássicos anos 80, onde o perigo é real, o romance é puro, mas o humor é afiado e preciso. A invasão da casa de Frank por andróides sorridentes transforma a paranoia de um cientista em um espetáculo visual dinâmico, com eletrochoques, engenhocas inacreditáveis e armadilhas brilhantes. Das perseguições desesperadas em alta velocidade até a decolagem épica de um foguete escondido no coração da própria Torre Eiffel em Paris, as cenas de ação não existem apenas pelo impacto: elas servem como a combustão que empurra nossos heróis nessa corrida contra o tempo para salvar o amanhã.
Mas para salvar esse amanhã, o filme nos arrasta para um clímax de puro desespero no futuro! Correndo contra a contagem regressiva pro apocalipse e a visão inevitável do fim do mundo, Frank, Casey e Athena travam uma batalha final angustiante. É na iminência da destruição que o filme cobra seu preço mais alto: o sacrifício trágico e emocionante do amor de quem não foi feito pra amar.
"Tomorrowland: Um Lugar Onde Tudo é Possível" é uma ode aos incorrigíveis, aos otimistas, aos que não se conformam com o cinza do presente. O filme falha em ser apenas um entretenimento passageiro porque ele prefere ser um espelho, um lembrete incandescente de que a semente pra transformar o mundo sempre esteve plantada dentro de cada um de nós.
O filme termina, mas ele rompe a tela e parece sussurrar em nossos ouvidos que esse lugar mágico não é um ponto fixo no mapa, mas um estado de espírito, um estado de consciência, uma chama que se recusa a apagar. A gente termina de assistir com a sensação agridoce no peito, de alguma forma colocar as mãos nos nossos bolsos, e encontrar esse pin ali... só pra lembrar que ser especial é nunca deixar de acreditar em si.
Nota:
O roteirista Damon Lindelof e o diretor Brad Bird encontraram uma caixa misteriosa nos arquivos da Disney rotulada como "1952". Dentro dela havia documentos, fotografias, artes conceituais e modelos do período em que Walt Disney estava planejando a área de Tomorrowland para a Disneyland e o projeto original do EPCOT (que não seria um parque, mas uma cidade real do futuro!). Walt Disney era um otimista incorrigível que acreditava que a tecnologia salvaria a humanidade. Esse filme é o rascunho desse sonho.
- lembro de ter ficado bastante curioso com o trailer quando saiu, mas foi um filme que ficou esquecido após o lançamento, por isso nunca tinha ido atrás
- é um filme que promete, apresenta uma ideia interessante, mas não entrega, não sabe muito bem o que fazer com ela
- não da pra esperar muito também de uma obra que é inspirada num parque da disney e não tem muito história por trás para bancar alguns conceitos legaizinhos
Assistido no Disney+ hoje, mas sem a atenção que gostaria. Preciso rever, mas gostei muito da conclusão, porque o conceito ficou mais simples e humanista.
18/06/26
Não esperava nada e realmente surpreendeu gostei dms
Realmente o filme não entrega muita coisa, além dos efeitos visuais /fotografia de determinadas partes.
- Interessante a parte que menciona Nikola Tesla e outros inventores da época, gostaria de continuar ouvindo o Frank nessa parte, mas ele é interrompido ¬¬
- Seria muito bom se por trás desse mundo cão, houvesse uma força tarefa oculta, como último recurso para cuidar da humanidade se caso as coisas dessem muito ruim. A ideia de recrutar as melhores pessoas, que se preocupam com o próximo e com o mundo é muito boa e nobre. ### As vezes tenho a impressão de que isso é real, se você conseguir se desligar das ilusões do mundo durante um tempo, focando somente no seu aprendizado, no próximo e no ambiente, algo surreal pode acontecer com você (eu já fiz esse teste). ###
- Outro ponto positivo foi para o discurso do "vilão" Dr. House no final. A humanidade realmente se perdeu e viu no apocalipse a única esperança de melhora e recomeço... não um alerta/incentivo para melhorarem e cuidarem melhor do mundo.