Trazendo conceitos da análise psicanalítica como ID e a sublimação, Transfer se apresenta num curta metragem escrito, produzido e dirigido por David Cronenberg e nos mostra o diálogo de um terapeuta com seu paciente carente. Analisar a obra de um modo geral e falar sobre aspectos técnicos pode ser difícil pra quem não conhece o trabalho do Cronenberg e tá vendo algo dele pela primeira vez (autocrítica), mas como estudante de Psicologia posso afirmar que a "transferência" se apresenta de modo subjetivo e ao mesmo tempo literal, pois podemos perceber características do Ralph que estão inseridas dentro do subconsciente do próprio terapeuta que tenta de toda forma se esconder longe da civilização mas ao mesmo tempo se encontra inserido na vida dos seus pacientes, e fugir disso não adiantou muita coisa, afinal de contas essa inserção vai além dos conceitos "reais". Para o terapeuta, na sua terra natal ele teria sido um rei, para o Ralph, o amor é egocêntrico. Um ótimo começo, David.
Engraçadinho (risos): óbvio nalgumas soluções, inventivo noutras. Antes do corpo, Cronenberg brincou com a mente - que é corpo também. Amei as falas empostadas do psicanalista que defende a sua profissão e identifiquei-me com o paciente, não vou mentir. Viva a polimorfia perversa que nos conduz a alguma sobrevivência! (risos) - WPC>
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Trazendo conceitos da análise psicanalítica como ID e a sublimação, Transfer se apresenta num curta metragem escrito, produzido e dirigido por David Cronenberg e nos mostra o diálogo de um terapeuta com seu paciente carente. Analisar a obra de um modo geral e falar sobre aspectos técnicos pode ser difícil pra quem não conhece o trabalho do Cronenberg e tá vendo algo dele pela primeira vez (autocrítica), mas como estudante de Psicologia posso afirmar que a "transferência" se apresenta de modo subjetivo e ao mesmo tempo literal, pois podemos perceber características do Ralph que estão inseridas dentro do subconsciente do próprio terapeuta que tenta de toda forma se esconder longe da civilização mas ao mesmo tempo se encontra inserido na vida dos seus pacientes, e fugir disso não adiantou muita coisa, afinal de contas essa inserção vai além dos conceitos "reais". Para o terapeuta, na sua terra natal ele teria sido um rei, para o Ralph, o amor é egocêntrico.
Um ótimo começo, David.
Engraçadinho (risos): óbvio nalgumas soluções, inventivo noutras. Antes do corpo, Cronenberg brincou com a mente - que é corpo também. Amei as falas empostadas do psicanalista que defende a sua profissão e identifiquei-me com o paciente, não vou mentir. Viva a polimorfia perversa que nos conduz a alguma sobrevivência! (risos) - WPC>
Tem um que do Um Método Perigoso.
Interessante. Bom para conhecer o início de David Cronenberg.
*** (Bom)
A psicanálise