Três histórias são definidas no início, meio e final da 2 ª Guerra Mundial. Em todos os três, o herói do filme deve testemunhar a morte de pessoas que ele gosta.
Apesar de só ter percebido que eram três histórias independentes, passadas ao longo da guerra, após assistir o filme; agora percebo o quanto o filme é interessante e a forma que lida com a morte. Note 7,0.
Produção iugoslava em preto e branco indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o francês Um homem, uma mulher (66). Este drama de guerra foi muito bem recebido no mundo todo e traduzido em mais de 100 idiomas.
Em 1996, os membros do Conselho Iugoslavo da Academia de Arte e Ciência Cinematográfica (AFUN) votaram neste filme como o 4° melhor filme sérvio feito no período de 1947-1995. O diretor francês Aleksandar Petrovic (1929-1994) escreveu um roteiro inspirado em coleções de contos, "Fern and fire", de Antonije Isakovic (1923-2002). O Filme "Três" foi considerado um dos melhores filmes da "onda negra" na cinematografia iugoslava.
O tema do filme é a morte, em 3 formas: como testemunha dela, como vítima dela e como executora. Tão sombrio quanto a humanidade é forçada a ser pela guerra, contada de uma região dilacerada por ela pelos nazistas. Livre de um ou mais heróis dramáticos, este é um filme visualmente deslumbrante e totalmente envolvente em fases distintas da guerra, mas também em rostos de guerra.
Filme que tem pouco mais de uma hora e dez minutos de duração - e ainda é dividido em três narrativas. Por conta disso, passa voando e não fica chato, o que é ótimo e faz valer mais a experiência. Foi uma indicação da finada Iugoslávia ao Oscar de melhor filme estrangeiro (motivo que me levou a conhecê-lo).
Com muita perspicácia e inteligência narrativa, através do drama de alguns personagens - que SEMPRE vão acabar em tragédia, em todas as três partes - o diretor Aleksandar Petrovic conta, mais do que o que a Segunda Guerra Mundial significou para aqueles personagens, mas para a Iugoslávia em si, tanto no começo, quanto no auge dela e em seu desfecho, quando as forças nacionalistas do país já tinham tomado conta dos alemães.
A melhor das três é a segunda (essa ai do pôster), que é dirigida muito bem na tensão da cena de fuga no mato alto. Os atores estão bons e dão conta do recado, especialmente na segunda e terceira narrativas (na última tem algo de romance não-concretizado, que funciona bem). Dá uma demorada pra engrenar na primeira história e, quando a gente se dá conta, já está na segunda - que é muito melhor - o que acaba impedindo "Tri" de ser perfeito. Mas no geral, ótima descoberta de um filme que quase ninguém conhece.
Apesar de só ter percebido que eram três histórias independentes, passadas ao longo da guerra, após assistir o filme; agora percebo o quanto o filme é interessante e a forma que lida com a morte. Note 7,0.
Produção iugoslava em preto e branco indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o francês Um homem, uma mulher (66). Este drama de guerra foi muito bem recebido no mundo todo e traduzido em mais de 100 idiomas.
Em 1996, os membros do Conselho Iugoslavo da Academia de Arte e Ciência Cinematográfica (AFUN) votaram neste filme como o 4° melhor filme sérvio feito no período de 1947-1995. O diretor francês Aleksandar Petrovic (1929-1994) escreveu um roteiro inspirado em coleções de contos, "Fern and fire", de Antonije Isakovic (1923-2002). O Filme "Três" foi considerado um dos melhores filmes da "onda negra" na cinematografia iugoslava.
O tema do filme é a morte, em 3 formas: como testemunha dela, como vítima dela e como executora. Tão sombrio quanto a humanidade é forçada a ser pela guerra, contada de uma região dilacerada por ela pelos nazistas. Livre de um ou mais heróis dramáticos, este é um filme visualmente deslumbrante e totalmente envolvente em fases distintas da guerra, mas também em rostos de guerra.
Bom filme, a cena da primeira parte do fotógrafo sendo morto e depois a família dele chegando é tocante. Recomendo!!!
Filme que tem pouco mais de uma hora e dez minutos de duração - e ainda é dividido em três narrativas. Por conta disso, passa voando e não fica chato, o que é ótimo e faz valer mais a experiência. Foi uma indicação da finada Iugoslávia ao Oscar de melhor filme estrangeiro (motivo que me levou a conhecê-lo).
Com muita perspicácia e inteligência narrativa, através do drama de alguns personagens - que SEMPRE vão acabar em tragédia, em todas as três partes - o diretor Aleksandar Petrovic conta, mais do que o que a Segunda Guerra Mundial significou para aqueles personagens, mas para a Iugoslávia em si, tanto no começo, quanto no auge dela e em seu desfecho, quando as forças nacionalistas do país já tinham tomado conta dos alemães.
A melhor das três é a segunda (essa ai do pôster), que é dirigida muito bem na tensão da cena de fuga no mato alto. Os atores estão bons e dão conta do recado, especialmente na segunda e terceira narrativas (na última tem algo de romance não-concretizado, que funciona bem). Dá uma demorada pra engrenar na primeira história e, quando a gente se dá conta, já está na segunda - que é muito melhor - o que acaba impedindo "Tri" de ser perfeito. Mas no geral, ótima descoberta de um filme que quase ninguém conhece.