Tsumugi, uma garota apaixonada por seu professor, descobre que o professor está tendo um caso com outra professora. Complicações se seguem após Tsumugi conseguir atrair seu professor, mas depois começa a cair para um colega de estudos.
Tsumugi" é um filme japonês premiado, dirigido por Hidekazu Takahara e estrelado por Sora Aoi. "Tsumugi" foi nomeado o quarto melhor filme Pinku Eiga (cor-de-rosa) em 2004 no "Pink Academy Awards", o Pink Grand Prix. Sendo a AV ídolo Sora Aoi premiada como "Best New Actress" (melhor nova atriz) neste filme. Mas afinal, que diabos é esse tal de gênero Pinku e Pinku Eiga? Para os não iniciados, o gênero "rosa" deve seguir algumas diretrizes bastante rígidas:
Pinku Eiga são um fenômeno único, que nos últimos anos se converteu em objeto de fascínio para os cinéfilos interessados em se distanciar do convencional, em todo o mundo. O termo "Pinku Eiga" significa "filme cor-de-rosa" e no Japão, como no Ocidente, essa cor é "associada" às mulheres. Mas no caso em questão ela é usada não como forma de designar filmes leves e românticos, "para mulheres", mas sim filmes "sobre mulheres", dirigidos a um público masculino ávido. O Pinku Eiga é um subgênero cinematográfico desenvolvido sob medida para se enquadrar aos tabus sexuais do Japão, uma peça que se encaixa de maneira perfeita no espaço que separa o proibido e o permitido. Não se trata de pornografia: todas as relações sexuais registradas pela câmera são simuladas, e não é permitido exibir a região genital ou os pêlos púbicos dos atores e atrizes, de acordo com as normas do Eirin, o peculiar código de censura que vigora no Japão. A fim de evitar descuidos, os realizadores se valem do maebari, um objetivo de forma triangular confeccionado com fita adesiva da cor da pele, que as atrizes empregam para cobrir a região púbica. Também são utilizadas trucagens, quase ilusões de óptica, por meio das quais os diretores experientes conseguem focalizar uma axila não depilada em um ângulo tão específico que parece quase mostrar aquilo que o código proíbe, mas sem fazê-lo de fato. De toda forma, é importante sinalizar que o código de censura muitas vezes demonstra mais flexibilidade com relação às grandes produções do que quanto aos filmes independentes de baixo orçamento. Em termos gerais, as grandes produções conseguem permissão até para filmar nus frontais, se são capazes de utilizar bem as "intenções artísticas" como desculpa. Existem discrepâncias quanto à data em que o gênero teria surgido, mas muitos apontam "Hakujitsumu" ("Sonhando Acordado"), de 1964, baseado em romance de Jinichiro Tanizaki e dirigido por Tetsuji Takechi, um dos pais do Pinku Eiga, como o filme fundador do gênero. Outra produção considerada essencial é Nikutai No Ichiba ("Mercado de Carne"), de Satoru Kobayashi, diretor que realizou mais de 400 filmes. Dos aproximadamente 50 minutos do primeiro filme do gênero, restam apenas os 20 iniciais, disponíveis no Centro Nacional de Cinema de Tóquio. O restante do trabalho foi censurado. O termo Pinku Eiga foi cunhado pelo crítico Minoru Murai, em 1963, e com o tempo de popularizou na Europa graças à atenção que os festivais de cinema dedicaram a esse tipo de filme. Os Pinku Eiga de Koji Wakamatsui, por exemplo, receberam reconhecimento devido ao seu conteúdo político radical. Ainda hoje, o gênero continua a servir como escola para os jovens realizadores japoneses. Diretores celebrados internacionalmente como Kiyoshi Kurosawa, Hideo Nakata, Yojiro Takita e Masayuki Suo iniciaram suas carreiras no mundo do Pinku Eiga. Com relação à cota de agressividade que todo Pinku Eiga oferece em intensidade que varia de acordo com o critério de cada diretor, é importante destacar que o nível de tolerância da sociedade japonesa quanto à violência visual excede amplamente os parâmetros ocidentais. Muitos dos filmes tomam por base conceitos exclusivos da cultura japonesa, que necessitam esclarecimento prévio se um espectador estrangeiro deseja compreender o real significado da trama. Termos como "burusera", que designa uma forma de comércio que envolve a compra de roupas íntimas de alunas de segundo grau, algumas até com certificados de autenticidade, ou iampu, prostitutas cuja especialidade é permitir que os executivos liberem o estresse acumulado, são apenas uma amostra de que a sexualidade nipônica é um complexo labirinto com regras que só fazem sentido na sociedade japonesa. O pesquisador norte-americano Thomas Weisser, que dedicou boa parte de sua vida ao estudo do fenômeno,não hesita em afirmar que os Pinku Eiga são possivelmente uma das mais valiosas contribuições japonesas ao cinema mundial, além de uma ferramenta de valor incalculável para que possamos nos aproximar de, e compreender, o funcionamento de uma sociedade que muitas vezes se nos apresenta como indecifrável.
"Tsumugi" tem como estrelante a ídolo de AV's ([s]ver google[/s]) Sora Aoi, como uma estudante titular que começa um caso com seu professor o Sr. Katagiri (Takashi Naha) que por sua vez está tendo uma ligação com outro professora, Yoko, apesar de sua esposa prestes a dar à luz seu primeiro filho. Além disso, Tsumugi está muito interessado em um de seus companheiros de classe, assim, todos estão em um triângulos amoroso. Katagiri apesar de perceber o que ele está fazendo é errado começar um relacionamento com Tsumugi, bem como manter Yoko feliz também; Tsumugi está feliz com seu amante experiente, mas gosta de se divertir com Kosuke, seu colega, embora ele é muito menos experiente na área. Nós também somos apresentados a um "punk" amigo de Katagiri que também experimenta uma lição de vida que eu não vou dizer a fim de não estragar o filme. Yoko no entanto, que parece dar muito amor a Katagiri, logo descobre o encontro entre Tsumugi e ele e ela não fica feliz.... Hidekazu Takahara, conseguiu tecer uma história muito emocionante de cunho erótico em pouco menos de sessenta e dois minutos, o que é uma façanha. O filme apesar de não ser politicamente correto, nos tenta ensinar que todos nós precisamos crescer algum dia e enfrentar as consequências que a vida nos joga e isso é muito evidente para Katagiri e seu amigo de punk enquanto dirigem-se para o "final"! Tsumugi está em um dilema que é resolvido de forma surpreendente no final do filme, como ela é, talvez amada demais por Katagiri e muito pouco por Kosuke, então o que ela deve fazer? No geral "Tsumugi" é uma excelente pequena amostra do quê é o gênero Pinku Eiga. Definitivamente um dos melhores lançamentos de Pink Eiga até agora, "Tsumugi" atinge o equilíbrio certo de história, empatia e erotismo.
Tsumugi" é um filme japonês premiado, dirigido por Hidekazu Takahara e estrelado por Sora Aoi.
"Tsumugi" foi nomeado o quarto melhor filme Pinku Eiga (cor-de-rosa) em 2004 no "Pink Academy Awards", o Pink Grand Prix. Sendo a AV ídolo Sora Aoi premiada como "Best New Actress" (melhor nova atriz) neste filme.
Mas afinal, que diabos é esse tal de gênero Pinku e Pinku Eiga?
Para os não iniciados, o gênero "rosa" deve seguir algumas diretrizes bastante rígidas:
Pinku Eiga são um fenômeno único, que nos últimos anos se converteu em objeto de fascínio para os cinéfilos interessados em se distanciar do convencional, em todo o mundo.
O termo "Pinku Eiga" significa "filme cor-de-rosa" e no Japão, como no Ocidente, essa cor é "associada" às mulheres. Mas no caso em questão ela é usada não como forma de designar filmes leves e românticos, "para mulheres", mas sim filmes "sobre mulheres", dirigidos a um público masculino ávido.
O Pinku Eiga é um subgênero cinematográfico desenvolvido sob medida para se enquadrar aos tabus sexuais do Japão, uma peça que se encaixa de maneira perfeita no espaço que separa o proibido e o permitido. Não se trata de pornografia: todas as relações sexuais registradas pela câmera são simuladas, e não é permitido exibir a região genital ou os pêlos púbicos dos atores e atrizes, de acordo com as normas do Eirin, o peculiar código de censura que vigora no Japão.
A fim de evitar descuidos, os realizadores se valem do maebari, um objetivo de forma triangular confeccionado com fita adesiva da cor da pele, que as atrizes empregam para cobrir a região púbica. Também são utilizadas trucagens, quase ilusões de óptica, por meio das quais os diretores experientes conseguem focalizar uma axila não depilada em um ângulo tão específico que parece quase mostrar aquilo que o código proíbe, mas sem fazê-lo de fato.
De toda forma, é importante sinalizar que o código de censura muitas vezes demonstra mais flexibilidade com relação às grandes produções do que quanto aos filmes independentes de baixo orçamento. Em termos gerais, as grandes produções conseguem permissão até para filmar nus frontais, se são capazes de utilizar bem as "intenções artísticas" como desculpa.
Existem discrepâncias quanto à data em que o gênero teria surgido, mas muitos apontam "Hakujitsumu" ("Sonhando Acordado"), de 1964, baseado em romance de Jinichiro Tanizaki e dirigido por Tetsuji Takechi, um dos pais do Pinku Eiga, como o filme fundador do gênero. Outra produção considerada essencial é Nikutai No Ichiba ("Mercado de Carne"), de Satoru Kobayashi, diretor que realizou mais de 400 filmes. Dos aproximadamente 50 minutos do primeiro filme do gênero, restam apenas os 20 iniciais, disponíveis no Centro Nacional de Cinema de Tóquio. O restante do trabalho foi censurado.
O termo Pinku Eiga foi cunhado pelo crítico Minoru Murai, em 1963, e com o tempo de popularizou na Europa graças à atenção que os festivais de cinema dedicaram a esse tipo de filme. Os Pinku Eiga de Koji Wakamatsui, por exemplo, receberam reconhecimento devido ao seu conteúdo político radical.
Ainda hoje, o gênero continua a servir como escola para os jovens realizadores japoneses. Diretores celebrados internacionalmente como Kiyoshi Kurosawa, Hideo Nakata, Yojiro Takita e Masayuki Suo iniciaram suas carreiras no mundo do Pinku Eiga.
Com relação à cota de agressividade que todo Pinku Eiga oferece em intensidade que varia de acordo com o critério de cada diretor, é importante destacar que o nível de tolerância da sociedade japonesa quanto à violência visual excede amplamente os parâmetros ocidentais.
Muitos dos filmes tomam por base conceitos exclusivos da cultura japonesa, que necessitam esclarecimento prévio se um espectador estrangeiro deseja compreender o real significado da trama. Termos como "burusera", que designa uma forma de comércio que envolve a compra de roupas íntimas de alunas de segundo grau, algumas até com certificados de autenticidade, ou iampu, prostitutas cuja especialidade é permitir que os executivos liberem o estresse acumulado, são apenas uma amostra de que a sexualidade nipônica é um complexo labirinto com regras que só fazem sentido na sociedade japonesa.
O pesquisador norte-americano Thomas Weisser, que dedicou boa parte de sua vida ao estudo do fenômeno,não hesita em afirmar que os Pinku Eiga são possivelmente uma das mais valiosas contribuições japonesas ao cinema mundial, além de uma ferramenta de valor incalculável para que possamos nos aproximar de, e compreender, o funcionamento de uma sociedade que muitas vezes se nos apresenta como indecifrável.
"Tsumugi" tem como estrelante a ídolo de AV's ([s]ver google[/s]) Sora Aoi, como uma estudante titular que começa um caso com seu professor o Sr. Katagiri (Takashi Naha) que por sua vez está tendo uma ligação com outro professora, Yoko, apesar de sua esposa prestes a dar à luz seu primeiro filho. Além disso, Tsumugi está muito interessado em um de seus companheiros de classe, assim, todos estão em um triângulos amoroso.
Katagiri apesar de perceber o que ele está fazendo é errado começar um relacionamento com Tsumugi, bem como manter Yoko feliz também; Tsumugi está feliz com seu amante experiente, mas gosta de se divertir com Kosuke, seu colega, embora ele é muito menos experiente na área. Nós também somos apresentados a um "punk" amigo de Katagiri que também experimenta uma lição de vida que eu não vou dizer a fim de não estragar o filme. Yoko no entanto, que parece dar muito amor a Katagiri, logo descobre o encontro entre Tsumugi e ele e ela não fica feliz....
Hidekazu Takahara, conseguiu tecer uma história muito emocionante de cunho erótico em pouco menos de sessenta e dois minutos, o que é uma façanha.
O filme apesar de não ser politicamente correto, nos tenta ensinar que todos nós precisamos crescer algum dia e enfrentar as consequências que a vida nos joga e isso é muito evidente para Katagiri e seu amigo de punk enquanto dirigem-se para o "final"! Tsumugi está em um dilema que é resolvido de forma surpreendente no final do filme, como ela é, talvez amada demais por Katagiri e muito pouco por Kosuke, então o que ela deve fazer? No geral "Tsumugi" é uma excelente pequena amostra do quê é o gênero Pinku Eiga.
Definitivamente um dos melhores lançamentos de Pink Eiga até agora, "Tsumugi" atinge o equilíbrio certo de história, empatia e erotismo.