Para uma população estimada de 4.000.000 de habitantes, o Líbano possui perto de 200.000 trabalhadores domésticos estrangeiros, contratados em regime de exclusividade custódia que os priva de direitos básicos. Implementado desde o início da Guerra Civil (1975), este sistema é semelhante daquele utilizado nos países do Golfo. Ele se baseia em uma transação em que o trabalhador não está fornecendo um serviço, mas está comercializando um produto, com agências especializadas organizando a sua importação sob condições não muito diferentes de postos avançados de escravidão.
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09/08/2018 = Assisti na 13º Mostra Mundo Árabe de Cinema de São Paulo
Este é um documentário impressionante de como há pessoas que desejam manter uma cultura que pensa no que é o melhor para si e esquece que pessoas tem sentimentos.
Na maioria mulheres, são ludibriadas para saírem de seus países (Filipinas, Sri Lanka, Etiópia, Indonésia... ) para evitar a mão de obra escrava nas máquinas de costura (em roupas que são enviadas para as lojas fast fashion) e acabam indo trabalhar como “criada” no Líbano. Com uma população estimada em 4 milhões de habitantes, o Líbano conta com 200 mil estrangeiros trabalhando como empregados domésticos.
São tratadas como mercadorias onde não possuem mais direito ao passaporte enquanto não devolverem o valor exorbitante gasto pela sua importação, com salário muito baixo e ainda podem ser humilhadas/destratadas já que são propriedade de sua patroa.
O diretor acompanha a rotina de um desses ambientes de trabalho, revelando mais um retrato complexo da realidade contemporânea.