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Montado a partir de imagens de arquivo, este documentário em curta metragem detalha um comício nazista americano, realizado no Madison Square Garden em 20 de fevereiro de 1939.
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Pena ser tão curto.... são as velhas tendências fascistas tão enraizadas na sociedade americana e tão actuais no discurso de Trump.....
Estranho que estas imagens apareçam apenas 80 depois do evento mas que é assustador disto não há dúvidas. Pasmem os senhores aqui no brasil existem relatos parecidos especialmente em Santa Catarina.
Patética exibição de nacionalismo,conservadorismo e xenofobia em massa! E infelizmente em pleno século XXI muitas pessoas apoiam tais movimentos nacionalistas não só no Brasil como em grande parcela dos países Sul Americanos e Europeus...
Terrível! Impactado com esses 7 minutos de uma pureza documental tão crua, pois, na verdade os envolvidos neste documentário apenas o editaram, colocaram algumas legendas explicativas e fizeram algo monumental de uma forma minimalista que foi impactante. Creio que é mais um exercício de arqueologia cinematográfica, de uma história que queriam que tivesse se perdido com o tempo, mas não, é preciso urgentemente resgatar àquilo que se esqueceu.
Recentemente vi uma entrevista com o falecido filósofo italiano Losurdo, no qual ele relata que o nazismo só pode existir devido às políticas raciais e racistas dos EUA, que segregavam e tentavam manter intactas qualquer forma de igualdade entre pessoas de cores e etnias distintas. O próprio termo nazista undermensh para classificar quem eles consideravam inferiores ou não arianos deriva de uma tradução literal de um livro de um escritor estadunidense sobre manter intacta a pureza da raça branca que construiu os EUA. Portanto na imaginação nazista, como se viu em princípio em declarações públicas, os nazistas se inspiravam e elogiavam os EUA.
É interessante porque atualmente surge os movimentos nacionalistas, muitos deles tem uma similaridade tremenda ao nazismo, porém, para os nazistas somente eram puros e superiores os povos germânicos ou descendentes dos arianos, ou seja, povos de uma origem comum, os nazistas declararam os judeus como povos não arianos mas dignos, assim como declararam-se irmãos dos persas (iranianos) pois eram povos arianos de uma origem comum, porém, os ciganos foram relegados a inferiores, mesmo tendo a mesma origem ancestral, talvez mais até que os germânicos. No fim, prova-se que tudo isso de raça e superioridade baseado em pressupostos biológicos/culturais não tem nenhum valor real e muito menos científico. Como se pode se comprovar pelo que o Eixo fizera durante a Segunda Guerra, porém, os nazistas úteis migraram aos EUA, sendo perdoados, se colaborassem com as pesquisas científicas. E os EUA manteve-se segregacionista nas leis até meados dos anos 70.
O que é mérito aos diretores deste curta é na sua montagem, utilizaram (ao que parece) um zoom no momento da briga, e se vê claramente uma criança excitada com aquela violência, rindo, e batendo até palmas. É aterrador, importante para lembrar que os EUA tem em seu germe um política claramente racista, que nunca se opôs de fato ao combate de grupos extremistas preconceituosos, basta ver que o FBI com Edgar Hoover fez um trabalho imenso em desmantelar e prender quase todos os membros dos Panteras Negras, coisa que não ocorreu com a Ku Klux Klan. Podemos perceber que essa cerimônia do Oscar teve como temática principal o preconceito e o drama dos julgados inferiores ou que não têm direitos onde se situam geograficamente. E podemos perceber que, como Green Book, e Infiltrados na Klan, isto, e este último dá o tom quando se prova realmente que o combate à KKK fora encerrado a mando de superiores.
E aí tu descobre que alguns meses antes de Hitler começar a guerra o partido Nazista fez um discurso no Madison Square Garden. (1939)
É um curta metragem sobre um comício nazista americano feito com imagens de arquivo com cerca de 7 minutos. (O que aparenta ter sido feito nas coxas... dava pra melhorar isso ae ow produção).
Concorreu ao Oscar desse ano, mas acabou perdendo para Skin.