Fragmentos de histórias, envolvendo prostituição, traição e obsessão, transparecem na beleza incandescente desse filme. Como objeto estético, “La Vie Nouvelle” é uma declaração ousada e radical sobre o próprio cinema: sua função, seu uso, suas possibilidades. Rejeitado pelos críticos à época do seu lançamento, o longa tem sido frequentemente defendido como um dos filmes franceses mais importantes da atualidade. Cada quadro lancinante arrebata e aterroriza em igual medida. O clímax é filmado com uma câmera sensível ao infravermelho. O filme investiga todas as maneiras pelas quais deixamos de compreender o mundo: o sono, sonhos, fantasia, transe, delírio e a confusão geral de corpos e percepções.
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Que doideiraaa.... gostei mas tai um filme que não sairia por i indicando rs
- como filme sozinho não funcionou muito bem pra mim, após assistir e ler algumas coisas, entendi qual era a intenção do diretor, talvez com uma segunda visita eu curta mais
- esperava algo do nivel de martyrs e a l'intérieur
Obra-prima do cinema francês, um filme que capta inúmeras vibrações, ritmos e formas que resultam da apreensão humana do mundo e das coisas com uma sensibilidade única, mas também como uma missão incessante, levada até o limite do delírio. O inconsciente, o primitivo, o destrutivo, La vie nouvelle constrói através de repetições e variações um mosaico da noite do coração. Tão forte e intenso, quase nada é dito, mas mesmo assim o filme se faz entender bem, é um retrato ao mesmo tempo horroroso e magnífico da condição humana: um rosto que dissolve no escuro, dois corpos entranhados pulsando de desejo ou medo, um grito de solidão.