Dois agentes secretos — um agente do FBI (Gooding) e um agente da DEA (Sprouse) — infiltram-se separadamente em um cartel de drogas mexicano. Quando revelam suas identidades mutuamente em um encontro remoto na fronteira, eles se veem presos em uma emboscada liderada por atiradores de elite. Percebendo que estão trabalhando em lados paralelos, eles precisam superar a desconfiança para sobreviver.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Cômico, acima de tudo. A dobradinha dos dois personagens principais é boa. FBI 🤝 DEA
Filme de ação razoável, algumas boas sequências.
18-09-2025
UNDER FIRE
Direção: Steven C. Miller
Ano: 2025
Assistido em: 14/09/2025
Tem filmes que, só de bater o olho, você já percebe que são daqueles de baixo orçamento, sem muito foco em roteiro. Ainda assim, acredito que vale a pena dar uma oportunidade, porque às vezes se encontram pequenas pérolas escondidas no meio de muito cascalho. Mas, por regra, não se pode esperar muita coisa — e este aqui é um desses casos. Eu não esperava nada, cheguei apenas porque gosto dos dois protagonistas. E, como era de se esperar, a produção é a mais básica possível.
Na fronteira entre Estados Unidos e México, uma operação de tráfico de drogas dá errado quando Griff, agente do FBI, e Abbott, agente da DEA, descobrem em plena ação que investigam o mesmo caso sem saber da presença um do outro. Antes que consigam reagir, uma emboscada elimina os criminosos e os deixa encurralados sob fogo cruzado. Forçados a trabalhar juntos, Griff e Abbott precisam sobreviver, identificar quem armou a cilada e descobrir a verdadeira dimensão da conspiração.
Na teoria, o que temos aqui é um daqueles filmes de ação frenética, em que os protagonistas passam o tempo todo lutando por suas vidas, sem deixar a ação parar. O objetivo é manter o público em constante descarga de adrenalina, olhos grudados na tela. Mas quem entende um pouco de audiovisual sabe que é difícil sustentar essa atenção por tanto tempo sem respiro. Filmes assim precisam de momentos de pausa, bons diálogos, desenvolvimento de personagens — e isso não existe aqui.
Mason Gooding e Dylan Sprouse não são conhecidos por serem grandes intérpretes. Talvez consigam papéis melhores no futuro, mas, por enquanto, trabalham dentro de suas limitações. Ainda assim, entregam performances aceitáveis. Eu gosto dos dois, eles são carismaticos, e o fato de serem dois gostosos, ajuda bastante, mas não vim esperando grandes coisas. Até porque o roteiro é de uma simplicidade assustadora, e não há milagre possível quando a história não é boa.
Under Fire é o tipo de filme para o tio, o avô ou o pai que assiste sem se importar com desenvolvimento de personagens ou com uma boa história sendo contada. O que importa são os tiros, gente sendo baleada, correria — e, para muitos, isso basta. Particularmente, não é o que me atrai, mas, neste caso, não me senti tão ofendido. Existem produções muito maiores e que me irritam mais. É claro que tudo aqui fede a baixo orçamento: nem as tatuagens de Mason Gooding tiveram o cuidado de cobrir. Dificilmente eu enxergaria um agente da DEA, ex-militar, repleto de tatuagens de anime. Mas talvez só meu lado rabugento, que se importa com esse tipo de detalhe.