Sou nipo-brasileira, neta de japoneses. Não tenho ascendência coreana. Mas algo comum que toda pessoa amarela no Brasil passa é o preconceito velado, a xenofobia invisível que muitas vezes é até banalizada.
Ver o outro como exótico, diferente, ou até mesmo colocá-lo num altar de adoração, apenas considerando sua nacionalidade como um traço de personalidade, também uma forma de desumanizá-lo. É isso que este reality mostra, com a visão que algumas brasileiras têm de coreanos, deturpada pelo softpower cultural que cega o pensamento crítico de alguns.
Acredito que o reality é bem roteirizado, bem maquiado. Tudo faz parecer bem artificial, bem feito para se encaixar na visão estereotipada de personagens de k-drama. A narrativa apresenta-os como príncipes (que depois, vemos que não é bem assim), e as próprias participantes têm essa visão. Querem a todo custo se conectar com pessoas que não têm nada a ver com elas, buscam um amor asiático como objetivo de vida. Com exceção de uma ou outra ali, a maioria delas vê os paqueras como um objeto de desejo, uma conquista, um peão no seu conto de fadas que não existe.
O que está errado nesse reality é a premissa, que induz essa lógica, pensamento e sentimento que reduz corpos amarelos (especificamente, coreanos) a apenas arquétipos ficcionais. Excluem suas individualidades, defeitos, vida real. Como pessoa amarela, achei desrespeitoso de todas as formas. Assisti pela curiosidade, me arrependo profundamente. Gostaria de desver.
Mal vejo a hora de assistir! É um dos lançamentos de 2016 que eu mais aguardo, pois sou super fã dos jogos! Não gostei muito do live-action de Ace Attorney, então espero que esta tenha uma ótima adaptação animada e que eu não me decepcione.
Valeu pelo carisma do Takeo e pela originalidade do romance, bem como tal as cenas engraçadas e pelo elo de amizade entre os personagens. Dá uma sensação boa de assistir e quebra totalmente o clichê dos shoujos tradicionais! Isso é ótimo. Não diria que é um anime excelente e não chega a entrar nos meus favoritos, mas Ore Monogatari tem um um ar único já ganha muitos pontos.
Mostra como muitas vezes nos preocupamos com uma aparência que nem sempre leva a realidade de uma pessoa. Me fez ficar curiosa para continuar a ler o mangá.
No começo eu achava meio engraçado a relação deles, porque mesmo esclarecidamente sendo um título de romance entre Takeo e a Yamato, ainda assim era difícil de vê-los como um casal, ainda mais por ser bem diferente do que eu (assim como todos) estamos acostumados num shoujo japonês, tão cheio de estereótipos e padrões já estabelecidos. Mas a cada episódio a relação vai se tornando tão suave, tão natural e ingênua que se torna algo maravilhoso se assistir.
Primeiramente, essa Yamato é muito xarope! Menina chata, não aguentava mais ouvir a voz dela, não há nada de significativo ou interessante em sua personalidade. Não que eu ache errado existir personagens fofas e delicadas, até porque ela combina com o Gouda. Mas particularmente falando, a achei insuportável, com falas e ações totalmente previsíveis e sem graça. Mas... okay, conforme vai passando os episódios, até que a gente se acostuma.
Quem eu odiei de verdade mesmo foi aquela garota de óculos que gostava do Sunakawa, a Yukika Amami. PQP, palavras não expressariam o quanto eu a achei irritante, submissa e sem o mínimo de orgulho próprio. Ainda bem que não foi para frente. O lance de infância é legal, mas difícil de aceitar.
Gosto do Sunakawa, ele é muito mais do que um rapaz bonito fazendo charme entre os personagens. Ele ajuda a criar toda aquela premissa que envolve o Gouda de ser um "monstrinho não compreendido", juntos eles criam um laço muito bonito, gosto bastante da relação dos dois.
PS.: Adoro os pais do Gouda, principalmente a mãe. Forte, independente, corajosa, é a melhor personagem feminina que foi mostrada na história, talvez por ser a mais velha.
Ensina filosofia de uma maneira simples e dinâmica, utilizando exemplos do cotidiano para que qualquer um, independente do seu grau de escolaridade, aprenda. Deveria ter um remake ou ser reprisado!
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Meu Namorado Coreano
1.9 20Vamos falar sobre o fetiche em corpos amarelos?
Sou nipo-brasileira, neta de japoneses. Não tenho ascendência coreana. Mas algo comum que toda pessoa amarela no Brasil passa é o preconceito velado, a xenofobia invisível que muitas vezes é até banalizada.
Ver o outro como exótico, diferente, ou até mesmo colocá-lo num altar de adoração, apenas considerando sua nacionalidade como um traço de personalidade, também uma forma de desumanizá-lo. É isso que este reality mostra, com a visão que algumas brasileiras têm de coreanos, deturpada pelo softpower cultural que cega o pensamento crítico de alguns.
Acredito que o reality é bem roteirizado, bem maquiado. Tudo faz parecer bem artificial, bem feito para se encaixar na visão estereotipada de personagens de k-drama. A narrativa apresenta-os como príncipes (que depois, vemos que não é bem assim), e as próprias participantes têm essa visão. Querem a todo custo se conectar com pessoas que não têm nada a ver com elas, buscam um amor asiático como objetivo de vida. Com exceção de uma ou outra ali, a maioria delas vê os paqueras como um objeto de desejo, uma conquista, um peão no seu conto de fadas que não existe.
O que está errado nesse reality é a premissa, que induz essa lógica, pensamento e sentimento que reduz corpos amarelos (especificamente, coreanos) a apenas arquétipos ficcionais. Excluem suas individualidades, defeitos, vida real. Como pessoa amarela, achei desrespeitoso de todas as formas. Assisti pela curiosidade, me arrependo profundamente. Gostaria de desver.
Ace Attorney
2.9 3Mal vejo a hora de assistir! É um dos lançamentos de 2016 que eu mais aguardo, pois sou super fã dos jogos! Não gostei muito do live-action de Ace Attorney, então espero que esta tenha uma ótima adaptação animada e que eu não me decepcione.
Ore Monogatari!!
4.2 33 Assista AgoraValeu pelo carisma do Takeo e pela originalidade do romance, bem como tal as cenas engraçadas e pelo elo de amizade entre os personagens. Dá uma sensação boa de assistir e quebra totalmente o clichê dos shoujos tradicionais! Isso é ótimo. Não diria que é um anime excelente e não chega a entrar nos meus favoritos, mas Ore Monogatari tem um um ar único já ganha muitos pontos.
Mostra como muitas vezes nos preocupamos com uma aparência que nem sempre leva a realidade de uma pessoa. Me fez ficar curiosa para continuar a ler o mangá.
No começo eu achava meio engraçado a relação deles, porque mesmo esclarecidamente sendo um título de romance entre Takeo e a Yamato, ainda assim era difícil de vê-los como um casal, ainda mais por ser bem diferente do que eu (assim como todos) estamos acostumados num shoujo japonês, tão cheio de estereótipos e padrões já estabelecidos. Mas a cada episódio a relação vai se tornando tão suave, tão natural e ingênua que se torna algo maravilhoso se assistir.
Sobre os personagens... Comentando alguns.
Primeiramente, essa Yamato é muito xarope! Menina chata, não aguentava mais ouvir a voz dela, não há nada de significativo ou interessante em sua personalidade. Não que eu ache errado existir personagens fofas e delicadas, até porque ela combina com o Gouda. Mas particularmente falando, a achei insuportável, com falas e ações totalmente previsíveis e sem graça.
Mas... okay, conforme vai passando os episódios, até que a gente se acostuma.
Quem eu odiei de verdade mesmo foi aquela garota de óculos que gostava do Sunakawa, a Yukika Amami. PQP, palavras não expressariam o quanto eu a achei irritante, submissa e sem o mínimo de orgulho próprio. Ainda bem que não foi para frente. O lance de infância é legal, mas difícil de aceitar.
Gosto do Sunakawa, ele é muito mais do que um rapaz bonito fazendo charme entre os personagens. Ele ajuda a criar toda aquela premissa que envolve o Gouda de ser um "monstrinho não compreendido", juntos eles criam um laço muito bonito, gosto bastante da relação dos dois.
PS.: Adoro os pais do Gouda, principalmente a mãe. Forte, independente, corajosa, é a melhor personagem feminina que foi mostrada na história, talvez por ser a mais velha.
Steven Universo (1ª Temporada)
4.6 96I'm the fury, I'm the patience, I'm the conversation... ♥
Kamisama Hajimemashita (2ª Temporada)
4.3 24Acompanhando. Já estava com saudades!
Ser ou não ser?
4.2 3Ensina filosofia de uma maneira simples e dinâmica, utilizando exemplos do cotidiano para que qualquer um, independente do seu grau de escolaridade, aprenda. Deveria ter um remake ou ser reprisado!