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Sinopse
Cinco brasileiras, em diferentes níveis de relacionamento, desembarcam na agitada Seul para descobrir se as relações sobreviverão à distância, às diferenças culturais e à nova rotina.
Eu já achava um tanto constrangedor aqueles vídeos no YouTube do tipo “catando coco do meu cachorro com o meu namorado coreano” ou “estendendo roupa no varal com meu namorado coreano”, mas aparentemente sempre dá para piorar. O programa inteiro foi de uma vergonha alheia difícil de descrever. Sério, faltam palavras Camila, então, eu realmente não entendi o que foi fazer lá. Aquela viagem de táxi, eu jurando que ia dar em algum encontro importante, talvez com a mãe, um momento significativo… corta para: sentar na porta do hospital. Um mini-draminha forçado que deu só preguiça. Katy levou um fora do coreano original e, para não sair por baixo, tratou de arrumar qualquer coreaninho disponível só para manter a pose. Autoestima em modo sobrevivência. Mariana tem a skin, né. O coreaninho dela até é fofo. Mas a parte dela parecia um romance como se ambos tivessem 15 anos. E sempre vem o clássico argumento: “ah, é a cultura dele”. Ah tá. Claro. Sempre a cultura. Luanny passou vergonha. Ela chegou a dizer que o fato de ele não xingar ou humilhar já era um grande mérito. Senhoraaaa, isso é simplesmente o básico. O que ela precisa não é de um namorado coreano, é de um terapeuta. Urgenteee Já a Morena destoou do circo, estava claramente em um relacionamento mais maduro, sem teatrinho, sem fanfic, sem necessidade de validação coletiva.
Sou nipo-brasileira, neta de japoneses. Não tenho ascendência coreana. Mas algo comum que toda pessoa amarela no Brasil passa é o preconceito velado, a xenofobia invisível que muitas vezes é até banalizada.
Ver o outro como exótico, diferente, ou até mesmo colocá-lo num altar de adoração, apenas considerando sua nacionalidade como um traço de personalidade, também uma forma de desumanizá-lo. É isso que este reality mostra, com a visão que algumas brasileiras têm de coreanos, deturpada pelo softpower cultural que cega o pensamento crítico de alguns.
Acredito que o reality é bem roteirizado, bem maquiado. Tudo faz parecer bem artificial, bem feito para se encaixar na visão estereotipada de personagens de k-drama. A narrativa apresenta-os como príncipes (que depois, vemos que não é bem assim), e as próprias participantes têm essa visão. Querem a todo custo se conectar com pessoas que não têm nada a ver com elas, buscam um amor asiático como objetivo de vida. Com exceção de uma ou outra ali, a maioria delas vê os paqueras como um objeto de desejo, uma conquista, um peão no seu conto de fadas que não existe.
O que está errado nesse reality é a premissa, que induz essa lógica, pensamento e sentimento que reduz corpos amarelos (especificamente, coreanos) a apenas arquétipos ficcionais. Excluem suas individualidades, defeitos, vida real. Como pessoa amarela, achei desrespeitoso de todas as formas. Assisti pela curiosidade, me arrependo profundamente. Gostaria de desver.
Luanny, pra mim, foi a pior personagem. Sim, PERSONAGEM, quanto choro falsooooooo!!! Meu Deus dava agonia de ver. Chorava e no mesmo instante mudava pra skin briguenta quando o boy falava alguma coisa que ia deixar ela por baixo. Ridículo.
Que vergonha alheia dessas meninas kkkkkkkkk
Eu já achava um tanto constrangedor aqueles vídeos no YouTube do tipo “catando coco do meu cachorro com o meu namorado coreano” ou “estendendo roupa no varal com meu namorado coreano”, mas aparentemente sempre dá para piorar.
O programa inteiro foi de uma vergonha alheia difícil de descrever. Sério, faltam palavras
Camila, então, eu realmente não entendi o que foi fazer lá. Aquela viagem de táxi, eu jurando que ia dar em algum encontro importante, talvez com a mãe, um momento significativo… corta para: sentar na porta do hospital. Um mini-draminha forçado que deu só preguiça.
Katy levou um fora do coreano original e, para não sair por baixo, tratou de arrumar qualquer coreaninho disponível só para manter a pose. Autoestima em modo sobrevivência.
Mariana tem a skin, né. O coreaninho dela até é fofo. Mas a parte dela parecia um romance como se ambos tivessem 15 anos. E sempre vem o clássico argumento: “ah, é a cultura dele”. Ah tá. Claro. Sempre a cultura.
Luanny passou vergonha. Ela chegou a dizer que o fato de ele não xingar ou humilhar já era um grande mérito. Senhoraaaa, isso é simplesmente o básico.
O que ela precisa não é de um namorado coreano, é de um terapeuta. Urgenteee
Já a Morena destoou do circo, estava claramente em um relacionamento mais maduro, sem teatrinho, sem fanfic, sem necessidade de validação coletiva.
Só armação! 🤬
Colocaram só gente que queria se autopromover... Pseudos celebridades, influencers
Vamos falar sobre o fetiche em corpos amarelos?
Sou nipo-brasileira, neta de japoneses. Não tenho ascendência coreana. Mas algo comum que toda pessoa amarela no Brasil passa é o preconceito velado, a xenofobia invisível que muitas vezes é até banalizada.
Ver o outro como exótico, diferente, ou até mesmo colocá-lo num altar de adoração, apenas considerando sua nacionalidade como um traço de personalidade, também uma forma de desumanizá-lo. É isso que este reality mostra, com a visão que algumas brasileiras têm de coreanos, deturpada pelo softpower cultural que cega o pensamento crítico de alguns.
Acredito que o reality é bem roteirizado, bem maquiado. Tudo faz parecer bem artificial, bem feito para se encaixar na visão estereotipada de personagens de k-drama. A narrativa apresenta-os como príncipes (que depois, vemos que não é bem assim), e as próprias participantes têm essa visão. Querem a todo custo se conectar com pessoas que não têm nada a ver com elas, buscam um amor asiático como objetivo de vida. Com exceção de uma ou outra ali, a maioria delas vê os paqueras como um objeto de desejo, uma conquista, um peão no seu conto de fadas que não existe.
O que está errado nesse reality é a premissa, que induz essa lógica, pensamento e sentimento que reduz corpos amarelos (especificamente, coreanos) a apenas arquétipos ficcionais. Excluem suas individualidades, defeitos, vida real. Como pessoa amarela, achei desrespeitoso de todas as formas. Assisti pela curiosidade, me arrependo profundamente. Gostaria de desver.
Luanny, pra mim, foi a pior personagem. Sim, PERSONAGEM, quanto choro falsooooooo!!! Meu Deus dava agonia de ver. Chorava e no mesmo instante mudava pra skin briguenta quando o boy falava alguma coisa que ia deixar ela por baixo. Ridículo.