The Great Train Robbery tem muito de interessante, e mais ainda de grandioso. Baseado em um notório roubo realizado por Butch Cassidy, apenas três anos antes do lançamento do filme, foi um pioneiro do cinema como conhecemos. Mas acima de tudo, tem seu destaque por dois motivos: o uso de elipses, criando uma narrativa mais versátil e moderna; e sua relação com Méliès. Ao observarmos tal obra, podemos perceber os motivos pelos quais o diretor de Voyage Dans la Lune ser considerado um arcaico por seus contemporâneos, e um homem fiel à sua visão artística pela posterioridade.
Analisando a obra de um ponto de vista historiográfico, a primeira cena já é de inestimável valor, ao mostrar um grupo nitidamente europeu discutindo em volta do globo. Mas a riqueza do filme está na tentativa de Méliès afastar-se de sua origem ilusionista, dando ares mais sérios e científicos ao filme, porém, sem perder o aspecto tragicômico e circense de alguns personagens. Ainda sim, a cena dos vagões abertos, expondo os personagens ao expectador deixa nítida a proximidade entre o cinema e o teatro no período. Mas apesar de todas as peculiaridades do filme, a ideia principal continua sendo a perseverança humana vencendo todos os empecilhos que a tecnologia pode lhes render, em um período de efervescência tecnológica.
Em "Les quatre cents farces du Diable", Méliès nos apresenta cenários altamente tecnológicos, com aparatos difíceis de se controlar, mostrando uma certa apreensão à crescente modernização da sociedade. Inclusive, Satã aparece dirigindo um automóvel. No tema que inicia-se com a apresentação do alquimista, a origem ilusionista do diretor é altamente presente, como em toda sua obra. Explosões de fumaça e objetos improváveis surgindo do nada são ferramentas recorrentes no filme, assim como a associação das mulheres à corte de Satanás.
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O Grande Roubo do Trem
3.8 191The Great Train Robbery tem muito de interessante, e mais ainda de grandioso. Baseado em um notório roubo realizado por Butch Cassidy, apenas três anos antes do lançamento do filme, foi um pioneiro do cinema como conhecemos. Mas acima de tudo, tem seu destaque por dois motivos: o uso de elipses, criando uma narrativa mais versátil e moderna; e sua relação com Méliès. Ao observarmos tal obra, podemos perceber os motivos pelos quais o diretor de Voyage Dans la Lune ser considerado um arcaico por seus contemporâneos, e um homem fiel à sua visão artística pela posterioridade.
Viagem Através do Impossível
4.1 18Analisando a obra de um ponto de vista historiográfico, a primeira cena já é de inestimável valor, ao mostrar um grupo nitidamente europeu discutindo em volta do globo. Mas a riqueza do filme está na tentativa de Méliès afastar-se de sua origem ilusionista, dando ares mais sérios e científicos ao filme, porém, sem perder o aspecto tragicômico e circense de alguns personagens. Ainda sim, a cena dos vagões abertos, expondo os personagens ao expectador deixa nítida a proximidade entre o cinema e o teatro no período. Mas apesar de todas as peculiaridades do filme, a ideia principal continua sendo a perseverança humana vencendo todos os empecilhos que a tecnologia pode lhes render, em um período de efervescência tecnológica.
As Quatrocentas Farsas do Diabo
3.9 15Em "Les quatre cents farces du Diable", Méliès nos apresenta cenários altamente tecnológicos, com aparatos difíceis de se controlar, mostrando uma certa apreensão à crescente modernização da sociedade. Inclusive, Satã aparece dirigindo um automóvel.
No tema que inicia-se com a apresentação do alquimista, a origem ilusionista do diretor é altamente presente, como em toda sua obra. Explosões de fumaça e objetos improváveis surgindo do nada são ferramentas recorrentes no filme, assim como a associação das mulheres à corte de Satanás.