Já gostava muito deste filme, desde a 1a vez que o vi, pouco depois de estrear em Portugal, e ocasionalmente fui revendo-o ao longo dos anos. Hoje vejo-o uma vez por ano, em Setembro, e cada vez me parece melhor, mais perfeito. Há alguns anos, deparei-me com a peça de teatro Tio Vânia, de Tchékhov, e consegui vê-la diretamente em alguns filmes e indirectamente noutros, como mais recentemente no filme japonês Drive My Car. Já sabia que Setembro é uma versão do Tio Vânia. E que versão! Partindo desse conhecimento, reobservando o filme todos os anos, acho simplesmente perfeita esta versão de Woody Allen. Cada cena, transportada da peça original para a versão de Setembro é qualquer coisa de surpreendetemente boa. Se me é permitido, não se conseguirá apreciar devidamente Setembro de Woody Allen sem conhecer a peça original ou as suas outras versões no cinema, diretas ou indiretas, porque a mestria deste filme está muito, também, na qualidade com que Allen consegue pegar na peça de transição do século XIX para o século XX e a transporta para a realidade americana dos anos 80. Finalmente, e numa área que também não estou muito à vontade, a música, a fotografia, o ritmo da narrativa e o desempenho de todos os atores, fazem, para mim, parte dos melhores momentos de todos filmes que já vi.
Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.
Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade
Setembro
3.6 106Já gostava muito deste filme, desde a 1a vez que o vi, pouco depois de estrear em Portugal, e ocasionalmente fui revendo-o ao longo dos anos. Hoje vejo-o uma vez por ano, em Setembro, e cada vez me parece melhor, mais perfeito. Há alguns anos, deparei-me com a peça de teatro Tio Vânia, de Tchékhov, e consegui vê-la diretamente em alguns filmes e indirectamente noutros, como mais recentemente no filme japonês Drive My Car. Já sabia que Setembro é uma versão do Tio Vânia. E que versão! Partindo desse conhecimento, reobservando o filme todos os anos, acho simplesmente perfeita esta versão de Woody Allen. Cada cena, transportada da peça original para a versão de Setembro é qualquer coisa de surpreendetemente boa. Se me é permitido, não se conseguirá apreciar devidamente Setembro de Woody Allen sem conhecer a peça original ou as suas outras versões no cinema, diretas ou indiretas, porque a mestria deste filme está muito, também, na qualidade com que Allen consegue pegar na peça de transição do século XIX para o século XX e a transporta para a realidade americana dos anos 80. Finalmente, e numa área que também não estou muito à vontade, a música, a fotografia, o ritmo da narrativa e o desempenho de todos os atores, fazem, para mim, parte dos melhores momentos de todos filmes que já vi.