eu ainda não consigo descrever perfeitamente como me sinto depois de ver esse filme. é uma mistura bem doida de felicidade (por minhas expectativas terem sido mais do que supridas) com uma tristeza bem profunda (bem, isso aí só vendo o filme pra explicar). foi aquele soco bem na boca do estômago deixando bem claro que tudo na vida tem um preço. esqueleto de adamantium, poderes incríveis de regeneração e uma capacidade de "go berserker" não mudam o fato de que no fim somos todos humanos. mesmo tendo o cérebro mais poderoso do mundo, as falências da carne ainda se aplicam. mesmo tendo vivido um sem número de anos, as dores de todas as perdas só se acumulam. é forte, é pesado, é visceral e dói. corta fundo e expõe tanto que é preferível andar só a deixar qualquer outro chegar perto. um filme que explora perfeitamente a temática do deus ex machina (deus criado da máquina) forjado por uma sociedade baseada no consumo e extremamente alienada. tantas sutilezas escondidas em baixo de várias camadas de violência. fiquei extremamente surpreso, extremamente sentimental e extremamente consciente de quem sou. obrigado por isso tudo, hugh jackman. #HomaoDaPorra
sinceramente eu não esperava ter gostado tanto assim. a primeira coisa que reparei foi o elenco de peso: john travolta, sarah paulson, david schwimmer e cuba gooding jr. os personagens foram amplamente explorados, fazendo com que o expectador criasse vínculo afetivo com eles e pudesse entender melhor as motivações e a forma como o julgamento era conduzido, solidificando assim a narrativa. não apenas os personagens do elenco principal foram explorados. o juri teve seu enfoque, assim como o juiz e o grande destaque foi para o papel da mídia e como esse meio teve forte influência dentro da corte. o simples fato do caso ter sido transmitido já muda completamente a forma como os advogados se posicionaram e as evidências foram apresentadas. a fotografia é limpa e objetiva, sem grandes efeitos ou filtros, com a câmera focando em movimentos suaves e discretos. as músicas exerceram um papel importantíssimo, como uma espécie de narrador externo e sensível ao teor dramático de cada cena. o destaque com certeza vai para "everybody everebody" e o refrão ressoante na cena final: "sad and free, sad and free...". no final das contas eu só posso agradecer por ter me interessado em assistir pela netflix. acho que meu coração não aguentaria a tensão de ter que esperar uma semana (como o pessoal que acompanhou a série desde o lançamento teve de fazer) pra ver o que ia acontecer. super recomendo!
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Logan
4.3 2,6K Assista Agoraeu ainda não consigo descrever perfeitamente como me sinto depois de ver esse filme. é uma mistura bem doida de felicidade (por minhas expectativas terem sido mais do que supridas) com uma tristeza bem profunda (bem, isso aí só vendo o filme pra explicar).
foi aquele soco bem na boca do estômago deixando bem claro que tudo na vida tem um preço. esqueleto de adamantium, poderes incríveis de regeneração e uma capacidade de "go berserker" não mudam o fato de que no fim somos todos humanos. mesmo tendo o cérebro mais poderoso do mundo, as falências da carne ainda se aplicam. mesmo tendo vivido um sem número de anos, as dores de todas as perdas só se acumulam.
é forte, é pesado, é visceral e dói. corta fundo e expõe tanto que é preferível andar só a deixar qualquer outro chegar perto.
um filme que explora perfeitamente a temática do deus ex machina (deus criado da máquina) forjado por uma sociedade baseada no consumo e extremamente alienada. tantas sutilezas escondidas em baixo de várias camadas de violência.
fiquei extremamente surpreso, extremamente sentimental e extremamente consciente de quem sou.
obrigado por isso tudo, hugh jackman. #HomaoDaPorra
American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson (1ª Temporada)
4.5 586 Assista Agorasinceramente eu não esperava ter gostado tanto assim. a primeira coisa que reparei foi o elenco de peso: john travolta, sarah paulson, david schwimmer e cuba gooding jr. os personagens foram amplamente explorados, fazendo com que o expectador criasse vínculo afetivo com eles e pudesse entender melhor as motivações e a forma como o julgamento era conduzido, solidificando assim a narrativa.
não apenas os personagens do elenco principal foram explorados. o juri teve seu enfoque, assim como o juiz e o grande destaque foi para o papel da mídia e como esse meio teve forte influência dentro da corte. o simples fato do caso ter sido transmitido já muda completamente a forma como os advogados se posicionaram e as evidências foram apresentadas.
a fotografia é limpa e objetiva, sem grandes efeitos ou filtros, com a câmera focando em movimentos suaves e discretos.
as músicas exerceram um papel importantíssimo, como uma espécie de narrador externo e sensível ao teor dramático de cada cena. o destaque com certeza vai para "everybody everebody" e o refrão ressoante na cena final: "sad and free, sad and free...".
no final das contas eu só posso agradecer por ter me interessado em assistir pela netflix. acho que meu coração não aguentaria a tensão de ter que esperar uma semana (como o pessoal que acompanhou a série desde o lançamento teve de fazer) pra ver o que ia acontecer.
super recomendo!