“A juventude é desperdiçada pelos jovens”. A partir desse apontamento proferido pelo morador defronte à George e Mary quando diante de seu futuro lar, já abre-se uma especulação acerca de um roteiro bem construído, cravejado por um espírito pueril e - filantrópico - que se encontra presente durante todo o desenvolvimento do filme.
A atuação de Stewart é impecável, ministrada por uma singularidade que talvez seja o apogeu da capacidade artística e o marco da projeção de Capra no período pós-guerra. “Você já nasceu velho, George”. O personagem de Stewart carrega um eterno impasse internalizado em seu subconsciente, convivendo com o estigma de ter mitigado suas (reais) ambições em benefício do próximo. Podemos analisar brevemente, durante os momentos verdadeiramente impactantes da narrativa, que George muitas vezes mostra-se pouco resoluto de sua tomada de decisões. Felizmente, graças ao apoio de sua família e de seu impiedoso virtuosismo, sempre se deixa pender pelo seu lado mais societário, humano e prodigioso, valorando todos os cidadãos de Bedford Falls "como pessoas, não gado".
“Estranho como a vida de um homem toca tantas outras”. Em um dos finais mais emblemáticos e sentimentais de Hollywood, moldado pelo clima natalino e todo o pandemônio creditado pela indiligência do tio Bily e a intervenção do – anjo - Clarence, sentimo-nos conexos e sensíveis com todos os percalços que George atravessou durante a sua vida até à noite de natal. A última cena reserva um lugar especial na sala para todos aqueles que também reconhecem toda as características singulares do protagonista. “Um hino à vida e ao amor”. Uma obra-prima e que ressalta uma incrível sinergia entre Stewart e Capra.
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A Felicidade Não Se Compra
4.5 1,2K Assista Agora“A juventude é desperdiçada pelos jovens”. A partir desse apontamento proferido pelo morador defronte à George e Mary quando diante de seu futuro lar, já abre-se uma especulação acerca de um roteiro bem construído, cravejado por um espírito pueril e - filantrópico - que se encontra presente durante todo o desenvolvimento do filme.
A atuação de Stewart é impecável, ministrada por uma singularidade que talvez seja o apogeu da capacidade artística e o marco da projeção de Capra no período pós-guerra. “Você já nasceu velho, George”. O personagem de Stewart carrega um eterno impasse internalizado em seu subconsciente, convivendo com o estigma de ter mitigado suas (reais) ambições em benefício do próximo. Podemos analisar brevemente, durante os momentos verdadeiramente impactantes da narrativa, que George muitas vezes mostra-se pouco resoluto de sua tomada de decisões. Felizmente, graças ao apoio de sua família e de seu impiedoso virtuosismo, sempre se deixa pender pelo seu lado mais societário, humano e prodigioso, valorando todos os cidadãos de Bedford Falls "como pessoas, não gado".
“Estranho como a vida de um homem toca tantas outras”. Em um dos finais mais emblemáticos e sentimentais de Hollywood, moldado pelo clima natalino e todo o pandemônio creditado pela indiligência do tio Bily e a intervenção do – anjo - Clarence, sentimo-nos conexos e sensíveis com todos os percalços que George atravessou durante a sua vida até à noite de natal. A última cena reserva um lugar especial na sala para todos aqueles que também reconhecem toda as características singulares do protagonista. “Um hino à vida e ao amor”. Uma obra-prima e que ressalta uma incrível sinergia entre Stewart e Capra.