Vou analisar somente a série e deixar a política de lado, diferente desse monte de maluco partidário que tem pelo Brasil atualmente. Deixando claro que essa é minha opinião:
1. O momento para lançar a série. Muito cedo. A operação lava-jato está em curso e os principais artistas politicos da mesma ainda estão sob julgamento, em campanha política ou mesmo ainda atuando nos seus cargos. Acho que uma série “fictícia” sobre pessoas que estão vivas e atuantes corre muito o risco de ser boicotada, diminuída e até menosprezada. Da mesma forma, acredito que o próprio alto escalão de produção da série ficou até certo ponto tímida para reproduzir uma fala ou direcionar uma crítica específica pros “agentes públicos”. É um território meio nebuloso esse da crítica/elogio em vida, pois a história ainda ta sendo contada. Nesse contexto, concluo: um filme sobre Martin Luther King, uma minissérie sobre Juscelino Kubichek, um documentário sobre a ditadura, uma série sobre o narcotráfico na década de 1980, são mais fáceis e de ser contados, bem como mais precisos na sua análise. Deixa de ser ficção para virar baseado em fatos reais.
2. Roteiro, fotografia, trilha sonora. Médio pra bom. Existem algumas coisas inatas das produções brasileiras que me deixam muito revoltado: banalização do sexo e mocinho imortal acima do bem e do mal. Puta que pariu, que merda isso. Tem que falar palavrão mesmo pra comentar sobre isso. Sexo gratuito, totalmente desnecessário pro desenrolar da série. Nada chocante, nada que acrescente a construção do personagem. Acho que eles colocam isso pra parecer modernos, ou mostrar a versatilidade dos atores, ja que a mesma atriz aparece 2 ou 3 vezes envolvida nas cenas. Não sou contra o sexo no cinema, desde que seja bem inserido na trama como um todo. Depois essa conversa de
ressuscitar o mocinho do filme é sem condições: os caras querem que a galera engula que uma pessoa que deu um tiro na cabeça, além de não ter morrido não tenha tido NENHUMA sequela, depois saia andando com um curativozinho mequetrefe como se nada tivesse acontecido.
Aí é zombar do telespectador. Sem falar que é um medo de ser chocante demais que me pertuba. Deixa o cara morrer porra, faz parte. Ou então não mata, já que é um ator com grife, personagem importante. Péssimo esse joguinho. Enfim, crítica necessária nesses dois pontos. Ninguém mais aguenta novela da globo. Trilha sonora excelente, achei interessante a fotografia. “O mecanismo” é bem produzida no quesito técnico, uma marca da Netflix. Sem falar que foi muito didático nas explicações dos eventos ocorridos, que poderiam ser um entrave pra aceitação do grande público. Por fim, achei somente que a série foi corrida demais, cabiam mais 2 episódios ali pra deixar as coisas mais redondas, as idas e vindas pra São Paulo e Rio.
3.Atores e atuações Vou começar pelos elogios pra não parecer que só to criticando. Enrique Diaz disparado um ponto fora da curva, das grandes atuações que eu vi no cinema nacional. Esse cara é muito bom. Caroline Abras surpreendeu, subiu de patamar. Selton Melo já é um grande ator, mas tem horas que eu queria ligar as legendas quando ele falava (péssima dicção). O resto do elenco eu achei normal pra fraco. Não gostei da atuação dos caras do MPF, teriam que ter personalidade mais marcante. Ah, gostei também do cara que fez o Ricardo Bretch, esqueci o nome dele. Curta mas muita boa atuação.
É isso, vou dar 3,5 estrelas pq eu sei que o Padilha e seus blue caps podem fazer mais. Tem que deixar de lado essa apreciação pelo Manoel Carlos e Valcir Carrasco e colocar mais drama nessa série. Estamos falando de um marco na história do país, que por bem ou por mal afetou principalmente a população mais pobre, que ja somam 13 milhões de desempregados. Se é “O Mecanismo” é um câncer, e tenho certeza que é, que seja mostrado na sua faceta mais profunda.
La Casa de Papel (Parte 2)
4.2 938 Assista AgoraExcelente série. Vou destacar as atuações absurdas/incríveis de Alvaro Morte e Pedro Alonso. Recomendo.
O Mecanismo (1ª Temporada)
3.5 525 Assista AgoraVou analisar somente a série e deixar a política de lado, diferente desse monte de maluco partidário que tem pelo Brasil atualmente. Deixando claro que essa é minha opinião:
1. O momento para lançar a série.
Muito cedo. A operação lava-jato está em curso e os principais artistas politicos da mesma ainda estão sob julgamento, em campanha política ou mesmo ainda atuando nos seus cargos. Acho que uma série “fictícia” sobre pessoas que estão vivas e atuantes corre muito o risco de ser boicotada, diminuída e até menosprezada. Da mesma forma, acredito que o próprio alto escalão de produção da série ficou até certo ponto tímida para reproduzir uma fala ou direcionar uma crítica específica pros “agentes públicos”. É um território meio nebuloso esse da crítica/elogio em vida, pois a história ainda ta sendo contada. Nesse contexto, concluo: um filme sobre Martin Luther King, uma minissérie sobre Juscelino Kubichek, um documentário sobre a ditadura, uma série sobre o narcotráfico na década de 1980, são mais fáceis e de ser contados, bem como mais precisos na sua análise. Deixa de ser ficção para virar baseado em fatos reais.
2. Roteiro, fotografia, trilha sonora.
Médio pra bom. Existem algumas coisas inatas das produções brasileiras que me deixam muito revoltado: banalização do sexo e mocinho imortal acima do bem e do mal. Puta que pariu, que merda isso. Tem que falar palavrão mesmo pra comentar sobre isso. Sexo gratuito, totalmente desnecessário pro desenrolar da série. Nada chocante, nada que acrescente a construção do personagem. Acho que eles colocam isso pra parecer modernos, ou mostrar a versatilidade dos atores, ja que a mesma atriz aparece 2 ou 3 vezes envolvida nas cenas. Não sou contra o sexo no cinema, desde que seja bem inserido na trama como um todo. Depois essa conversa de
ressuscitar o mocinho do filme é sem condições: os caras querem que a galera engula que uma pessoa que deu um tiro na cabeça, além de não ter morrido não tenha tido NENHUMA sequela, depois saia andando com um curativozinho mequetrefe como se nada tivesse acontecido.
Enfim, crítica necessária nesses dois pontos. Ninguém mais aguenta novela da globo.
Trilha sonora excelente, achei interessante a fotografia. “O mecanismo” é bem produzida no quesito técnico, uma marca da Netflix. Sem falar que foi muito didático nas explicações dos eventos ocorridos, que poderiam ser um entrave pra aceitação do grande público. Por fim, achei somente que a série foi corrida demais, cabiam mais 2 episódios ali pra deixar as coisas mais redondas, as idas e vindas pra São Paulo e Rio.
3.Atores e atuações
Vou começar pelos elogios pra não parecer que só to criticando. Enrique Diaz disparado um ponto fora da curva, das grandes atuações que eu vi no cinema nacional. Esse cara é muito bom. Caroline Abras surpreendeu, subiu de patamar. Selton Melo já é um grande ator, mas tem horas que eu queria ligar as legendas quando ele falava (péssima dicção). O resto do elenco eu achei normal pra fraco. Não gostei da atuação dos caras do MPF, teriam que ter personalidade mais marcante. Ah, gostei também do cara que fez o Ricardo Bretch, esqueci o nome dele. Curta mas muita boa atuação.
É isso, vou dar 3,5 estrelas pq eu sei que o Padilha e seus blue caps podem fazer mais. Tem que deixar de lado essa apreciação pelo Manoel Carlos e Valcir Carrasco e colocar mais drama nessa série. Estamos falando de um marco na história do país, que por bem ou por mal afetou principalmente a população mais pobre, que ja somam 13 milhões de desempregados. Se é “O Mecanismo” é um câncer, e tenho certeza que é, que seja mostrado na sua faceta mais profunda.