Aviso.: Essa é uma crítica mais passional que técnica...
Eu estou revoltado com esse filme. Achei ele bem ruim, mas não consegui parar de pensar nele. Muito provavelmente porque estou sem cigarros, mas isso me permitiu atualizar minha opinião, e agora acho ele não bom, mas digno de atenção. Coisas que revoltam merecem atenção.
Pois bem, minha primeira impressão...A atuação da Regina Duarte é decente, mas sofre nas mãos do roteiro terrível do filme. A Bárbara Paz me parece perdida. Eu acho que muito disso é realmente culpa do roteiro que não é em si ruim, mas mal escrito, principalmente nos diálogos. E ESSE É UM FILME QUE DEPENDE MUITO DE DIÁLOGOS! A mim foi muito difícil engolir as personagens. Ao mesmo tempo o filme me alimentava com esperança de ser bom. Ele realmente me segurou e roubou minha confiança. E isso é algo positivo, mesmo que tenha feito mal uso. Pessoalmente adoro filmes num mesmo ambiente, toda hora eu sentia potencial do que podia surgir de dinâmica entre as duas personagens, mas foi como uma chama que dizia que ia crescer e era diminuía com o vento. E ai tem o clichê que senti ao correr do filme, junto ao mal desenvolvimento. O filme faz tanto esforço pra ser inteligente sem realmente ser.
A conclusão do filme me pareceu tão jogada lá, só pra cumprir tabela. Tentar fazer o filme mais esperto. E mal feita também. Isso numa visão puramente lógica minha. Apesar disso, ela realmente me afetou. Repensei o filme todo da ótica jogada no final.(jogada mesmo, pq parece que foi pensada de última hora) Sinceramente, a retratação curta da Regina Duarte como uma "acumuladora compulsiva" me permitiu construir muito mais da vida dela do que tudo aquilo que foi mostrado antes, e isso realmente me impressiona. Claro que ter visto tudo de antes se soma a isso, mas apesar de ter parecido bem idiota e jogada, essa cena somou muito ao filme, ao menos para mim. Por exemplo, se todo o filme se passa na cabeça dela como uma construção de história, faz mais sentido uma construção clichê, com diálogos ruins. Todos os exageros cabem em filmes porque no final são filmes.( o que é bastante irônico num nível metalinguístico muito confuso....)
Minha revolta é principalmente porque esse poderia ter sido um filme que eu poderia ter gostado muito, mas só gostei um pouquinho. Eu "queria" ter gostado muito dele. Ainda assim, eu gostaria muito de ver mais filmes assim. Estou feliz. Ainda quero cigarro, mas estou feliz de ter escrito isso, e de ter visto esse filme. :)
O filme é bem simples. Considerei o aspecto de drama bem superior ao de terror, o que acaba puxando para cima a própria qualidade do terror. Fazia muito tempo que eu não via um filme "de terror" que fizesse eu me importar com os personagens, compreender seus problemas, temer pelo que poderia acontecer com eles. Esse filme me ganhou completamente nesse aspecto. Não é um filme de sustos, e o monstro não é nada demais, mas, pela própria metáfora do filme, é uma experiência muito próxima da realidade.
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Gata Velha Ainda Mia
3.6 95Aviso.: Essa é uma crítica mais passional que técnica...
Eu estou revoltado com esse filme.
Achei ele bem ruim, mas não consegui parar de pensar nele. Muito provavelmente porque estou sem cigarros, mas isso me permitiu atualizar minha opinião, e agora acho ele não bom, mas digno de atenção. Coisas que revoltam merecem atenção.
Pois bem, minha primeira impressão...A atuação da Regina Duarte é decente, mas sofre nas mãos do roteiro terrível do filme. A Bárbara Paz me parece perdida.
Eu acho que muito disso é realmente culpa do roteiro que não é em si ruim, mas mal escrito, principalmente nos diálogos. E ESSE É UM FILME QUE DEPENDE MUITO DE DIÁLOGOS! A mim foi muito difícil engolir as personagens.
Ao mesmo tempo o filme me alimentava com esperança de ser bom. Ele realmente me segurou e roubou minha confiança. E isso é algo positivo, mesmo que tenha feito mal uso.
Pessoalmente adoro filmes num mesmo ambiente, toda hora eu sentia potencial do que podia surgir de dinâmica entre as duas personagens, mas foi como uma chama que dizia que ia crescer e era diminuía com o vento.
E ai tem o clichê que senti ao correr do filme, junto ao mal desenvolvimento.
O filme faz tanto esforço pra ser inteligente sem realmente ser.
E porque ele melhorou depois na minha cabeça?
A conclusão do filme me pareceu tão jogada lá, só pra cumprir tabela. Tentar fazer o filme mais esperto. E mal feita também. Isso numa visão puramente lógica minha.
Apesar disso, ela realmente me afetou. Repensei o filme todo da ótica jogada no final.(jogada mesmo, pq parece que foi pensada de última hora)
Sinceramente, a retratação curta da Regina Duarte como uma "acumuladora compulsiva" me permitiu construir muito mais da vida dela do que tudo aquilo que foi mostrado antes, e isso realmente me impressiona. Claro que ter visto tudo de antes se soma a isso, mas apesar de ter parecido bem idiota e jogada, essa cena somou muito ao filme, ao menos para mim.
Por exemplo, se todo o filme se passa na cabeça dela como uma construção de história, faz mais sentido uma construção clichê, com diálogos ruins. Todos os exageros cabem em filmes porque no final são filmes.( o que é bastante irônico num nível metalinguístico muito confuso....)
Minha revolta é principalmente porque esse poderia ter sido um filme que eu poderia ter gostado muito, mas só gostei um pouquinho. Eu "queria" ter gostado muito dele.
Ainda assim, eu gostaria muito de ver mais filmes assim. Estou feliz. Ainda quero cigarro, mas estou feliz de ter escrito isso, e de ter visto esse filme. :)
O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraO filme é bem simples. Considerei o aspecto de drama bem superior ao de terror, o que acaba puxando para cima a própria qualidade do terror. Fazia muito tempo que eu não via um filme "de terror" que fizesse eu me importar com os personagens, compreender seus problemas, temer pelo que poderia acontecer com eles. Esse filme me ganhou completamente nesse aspecto.
Não é um filme de sustos, e o monstro não é nada demais, mas, pela própria metáfora do filme, é uma experiência muito próxima da realidade.