Uma obra única e de sensibilidade ímpar. Se mantém sempre consciente de suas abordagens e críticas sociais, passando por diversos temas e gêneros, sempre com total domínio. Claramente influenciado por obras que exploram o universo cyberpunk como Blade Runner, ou até mesmo o suspense e ação frenética de Exterminador do Futuro - "Rural", tal qual esses filmes - nos faz pensar e refletir sobre diversos temas: O temor de um futuro incerto, sombrio, mas que pode ser salvo, caso o humano se conscientize, não pelo êxodo rural, mas sim, para os perigos do constante uso de agrotóxicos.
A obra não só usa o arco da Cyber-gatíssima para promover esta ligação entre o futuro (distópico?) e o presente, como também busca propor uma reflexão filosófica sobre, afinal, o que nos torna humanos, no arco do personagem principal, o enigmático Espantalho.
Este, entregando uma atuação carregada de um êxtase, incompreensão, e angustia, dando ao personagem uma carga dramática e verossimilhança digna de relembrar o saudoso Hudger Howard em Blade Runner. Aliás, podemos encontrar semelhanças até mesmo em suas trajetórias, observando como durante a projeção, o Espantalho vai perdendo sua maquiagem, assim como lágrimas se perdem na chuva.
Rural
5.0 1Uma obra única e de sensibilidade ímpar.
Se mantém sempre consciente de suas abordagens e críticas sociais, passando por diversos temas e gêneros, sempre com total domínio. Claramente influenciado por obras que exploram o universo cyberpunk como Blade Runner, ou até mesmo o suspense e ação frenética de Exterminador do Futuro - "Rural", tal qual esses filmes - nos faz pensar e refletir sobre diversos temas: O temor de um futuro incerto, sombrio, mas que pode ser salvo, caso o humano se conscientize, não pelo êxodo rural, mas sim, para os perigos do constante uso de agrotóxicos.
A obra não só usa o arco da Cyber-gatíssima para promover esta ligação entre o futuro (distópico?) e o presente, como também busca propor uma reflexão filosófica sobre, afinal, o que nos torna humanos, no arco do personagem principal, o enigmático Espantalho.
Este, entregando uma atuação carregada de um êxtase, incompreensão, e angustia, dando ao personagem uma carga dramática e verossimilhança digna de relembrar o saudoso Hudger Howard em Blade Runner. Aliás, podemos encontrar semelhanças até mesmo em suas trajetórias, observando como durante a projeção, o Espantalho vai perdendo sua maquiagem, assim como lágrimas se perdem na chuva.
Um clássico instantâneo.