Que série incrível, uma das melhores surpresas que tive nos últimos anos. Mesmo sabendo que foi renovada pra quarta temporada, o último episódio foi bem conclusivo. Vou sentir saudade demais dos personagens, não tem jeito.
Assisti em 2025, e por ser uma temporada que tem muitos anos de boa fama, fui esperando encontrar ouro. E encontrei exatamente isso. A primeira temporada de True Detective não foi nem abaixo e nem acima das minhas expectativas, entregou uma qualidade que eu estava esperando. O que me surpreendeu de verdade foram duas coisas: Primeiro é a qualidade do elenco e a atuação dos dois protagonistas, especialmente o de Matthew McConaughey no papel impecável do Rust Cohle, talvez a melhor atuação de toda a sua carreira na minha opinião. Em segundo é a guinada absurdamente filosófica que a história tem, demonstrada principalmente em seus diálogos incríveis. Como o próprio criador Nic Pizzolatto disse, "Como eu não iria conseguir fazer uma série só de dois homens conversando, tive que colocar assassinato no meio da história". E por mais que o caso bizarro seja o fator central da história, o que torna a série diferente de outros dramas policiais é justamente a qualidade de seus personagens e suas relações com a trama, que é muito bem amarrada, por sinal.
Uma das melhores experiências que eu já tive assistindo uma série, e confesso que não animo de assistir o restante das temporadas por serem notoriamente inferiores, mas só essa primeira aqui já vale muito a pena.
Revendo esse ano pela terceira vez. Toda vez que Breaking Bad é assunto numa roda de conversa, sempre alguém vem com o comentário "A série é muito boa mas a primeira temporada é muito chata". E na boa, não sei como muita gente acha isso. Acontece MUITA coisa interessante na primeira temporada, apesar de talvez ter um ritmo mais lento e ter acontecimentos menos bombásticos se comparadas com as temporadas posteriores, lógico, mas por si só, é um excelente começo pro que pra mim é a melhor série de televisão da história, merecendo seu lugar ao lado de gigantes como Sopranos.
É interessante o tanto que essa série é diferente de Band of Brothers apesar da produção ser a mesma. E isso se deve ao fato de que o teatro de guerra do pacífico foi de fato muito diferente do europeu, apesar do maior número de baixas aliadas (mortos, feridos e desaparecidos) ter sido na campanha da Itália, onde o próprio Brasil participou diretamente com a nossa querida FEB, jambrolhando os facho e os nazi na porrada.
Mas além do clima quente, das chuvas constantes, da lama, da dificuldade de acesso a recursos básicos e do cheiro podre de cadáveres não enterrados (especialmente em Okinawa), os combates em si eram bastante diferentes daqueles que ocorreram na europa.
No decorrer da guerra, os soldados estadunidenses passaram a temer e odiar os japoneses; os viam como bichos e bestas ferozes que jamais se rendiam.
Por outro lado, os próprios soldados do Exército Imperial Japones eram bombardeados com propagandas de seus próprios oficiais militares de que os americanos eram homens grandes, fortes e demoníacos, e não teriam piedade nenhuma deles ou de suas famílias, caso chegassem a invadir o arquipélago principal do Japão.
Esse medo recíproco fez com que os combates fossem muito mortais, com ambos os lados cometendo crimes de guerra como a execução de soldados rendidos e civis.
Saber que grande parte das cenas mais nojentas e desumanas são tiradas das biografias do Eugene Sledge e do Robert Leckie revira ainda mais o estômago.
Até por isso aqui não tem muito espaço pra romantização não: Civis e combatentes morrendo igual m3rda no meio da lama, explodidos por morteiros e artilharias ou esfaqueados por baionetas. Essa é a realidade do conflito moderno.
Pessoalmente eu acho essa não-romantização muito importante especialmente pras novas gerações e para aqueles que nunca nem chegaram perto de áreas de conflito que ainda acontecem hoje, porque você ir pra guerra não é a chance de se tornar herói, e sim de cair num moedor industrial de carne a troco de nada. Ou dependendo do caso, em benefício dos lucros da classe dominante (tô olhando pra você EUA e Europa).
Concluindo, produção brilhante demais, emocionante, impactante e importantíssima, tanto quanto seu antecessor "Band of Brothers".
Guerra é um negócio sujo e nojento que não pode nunca ser tratado como aventura, romance ou oportunidade de mudança de vida.
“Sou jovem, tenho vinte anos de idade; Entretanto, nada sei sobre a vida, exceto desespero, morte, medo e a superficialidade estúpida lançada sobre um abismo de tristeza. Vejo como os povos se colocam uns contra os outros e, em silêncio, sem saber, de forma tola, obediente e inocente, matam-se uns aos outros.” - Enrich Maria Remarque, veterano da Primeira Guerra Mundial e autor de "Nada de Novo no Front" (1928)
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Ted Lasso (3ª Temporada)
4.3 118 Assista AgoraQue série incrível, uma das melhores surpresas que tive nos últimos anos. Mesmo sabendo que foi renovada pra quarta temporada, o último episódio foi bem conclusivo. Vou sentir saudade demais dos personagens, não tem jeito.
11/02/2026
Ted Lasso (1ª Temporada)
4.4 272 Assista AgoraA melhor surpresa que tive esse ano! 12/25
True Detective (1ª Temporada)
4.7 1,6K Assista AgoraAssisti em 2025, e por ser uma temporada que tem muitos anos de boa fama, fui esperando encontrar ouro. E encontrei exatamente isso.
A primeira temporada de True Detective não foi nem abaixo e nem acima das minhas expectativas, entregou uma qualidade que eu estava esperando. O que me surpreendeu de verdade foram duas coisas:
Primeiro é a qualidade do elenco e a atuação dos dois protagonistas, especialmente o de Matthew McConaughey no papel impecável do Rust Cohle, talvez a melhor atuação de toda a sua carreira na minha opinião.
Em segundo é a guinada absurdamente filosófica que a história tem, demonstrada principalmente em seus diálogos incríveis. Como o próprio criador Nic Pizzolatto disse, "Como eu não iria conseguir fazer uma série só de dois homens conversando, tive que colocar assassinato no meio da história". E por mais que o caso bizarro seja o fator central da história, o que torna a série diferente de outros dramas policiais é justamente a qualidade de seus personagens e suas relações com a trama, que é muito bem amarrada, por sinal.
Uma das melhores experiências que eu já tive assistindo uma série, e confesso que não animo de assistir o restante das temporadas por serem notoriamente inferiores, mas só essa primeira aqui já vale muito a pena.
Breaking Bad (1ª Temporada)
4.5 1,4K Assista AgoraRevendo esse ano pela terceira vez. Toda vez que Breaking Bad é assunto numa roda de conversa, sempre alguém vem com o comentário "A série é muito boa mas a primeira temporada é muito chata". E na boa, não sei como muita gente acha isso. Acontece MUITA coisa interessante na primeira temporada, apesar de talvez ter um ritmo mais lento e ter acontecimentos menos bombásticos se comparadas com as temporadas posteriores, lógico, mas por si só, é um excelente começo pro que pra mim é a melhor série de televisão da história, merecendo seu lugar ao lado de gigantes como Sopranos.
Arcane (1ª Temporada)
4.6 421Nunca joguei um minuto da LoL na vida (pretendo que continue assim) e achei isso um absurdo de bom
O Pacífico
4.4 274É interessante o tanto que essa série é diferente de Band of Brothers apesar da produção ser a mesma. E isso se deve ao fato de que o teatro de guerra do pacífico foi de fato muito diferente do europeu, apesar do maior número de baixas aliadas (mortos, feridos e desaparecidos) ter sido na campanha da Itália, onde o próprio Brasil participou diretamente com a nossa querida FEB, jambrolhando os facho e os nazi na porrada.
Mas além do clima quente, das chuvas constantes, da lama, da dificuldade de acesso a recursos básicos e do cheiro podre de cadáveres não enterrados (especialmente em Okinawa), os combates em si eram bastante diferentes daqueles que ocorreram na europa.
No decorrer da guerra, os soldados estadunidenses passaram a temer e odiar os japoneses; os viam como bichos e bestas ferozes que jamais se rendiam.
Por outro lado, os próprios soldados do Exército Imperial Japones eram bombardeados com propagandas de seus próprios oficiais militares de que os americanos eram homens grandes, fortes e demoníacos, e não teriam piedade nenhuma deles ou de suas famílias, caso chegassem a invadir o arquipélago principal do Japão.
Esse medo recíproco fez com que os combates fossem muito mortais, com ambos os lados cometendo crimes de guerra como a execução de soldados rendidos e civis.
Saber que grande parte das cenas mais nojentas e desumanas são tiradas das biografias do Eugene Sledge e do Robert Leckie revira ainda mais o estômago.
Até por isso aqui não tem muito espaço pra romantização não: Civis e combatentes morrendo igual m3rda no meio da lama, explodidos por morteiros e artilharias ou esfaqueados por baionetas. Essa é a realidade do conflito moderno.
Pessoalmente eu acho essa não-romantização muito importante especialmente pras novas gerações e para aqueles que nunca nem chegaram perto de áreas de conflito que ainda acontecem hoje, porque você ir pra guerra não é a chance de se tornar herói, e sim de cair num moedor industrial de carne a troco de nada. Ou dependendo do caso, em benefício dos lucros da classe dominante (tô olhando pra você EUA e Europa).
Concluindo, produção brilhante demais, emocionante, impactante e importantíssima, tanto quanto seu antecessor "Band of Brothers".
Guerra é um negócio sujo e nojento que não pode nunca ser tratado como aventura, romance ou oportunidade de mudança de vida.
“Sou jovem, tenho vinte anos de idade; Entretanto, nada sei sobre a vida, exceto desespero, morte, medo e a superficialidade estúpida lançada sobre um abismo de tristeza. Vejo como os povos se colocam uns contra os outros e, em silêncio, sem saber, de forma tola, obediente e inocente, matam-se uns aos outros.”
- Enrich Maria Remarque, veterano da Primeira Guerra Mundial e autor de "Nada de Novo no Front" (1928)