HOLOCAUSTO BRASILEIRO O nosso país sempre teve como plano de fundo questões sociais que regeram a construção do Brasil como nação e até hoje permeiam os corredores dos três poderes políticos brasileiro. Questões essas que apesar de muita discussão por parte dos governantes e até pela população, muitas vezes passaram despercebidos, causando danos irreparáveis para as suas vítimas e seus familiares. Com o intuito de divulgar e despertar a atenção da sociedade para essas questões, que a jornalista Daniela Abrex, lançou em 2013 o "Holocausto Brasileiro", livro que conta a história do hospital psiquiátrico Colônia, localizado em Barbacena, interior de Minas Gerais. Agora, três anos depois, a própria Daniela apresenta, no festival de cinema do Rio, o documentário, baseado no livro e com o mesmo nome, conta de forma emocionante e profunda, todas as atividades absurdas praticadas dentro do hospital contra pacientes diagnosticado ou não, com algum tipo de problema psiquiátrico. Inaugurado no dia 12 de outubro de 1903, o hospital Colônia foi construído com o intuito de cuidar dos tubérculos e da elite que na época, procurava por lugares mais saudáveis para se viver. Divididos em 16 complexos, e afastado da cidade, suas atividades funcionaram com esse propósito até a década de 30, quando o Estado Novo, regime político da época, transformou o lugar em um verdadeiro hospício com médicos despreparados, métodos médicos duvidosos e condições humanas inapropriadas. Todos os pacientes, eram levados para o hospital, amontoados em vagões de trens que foi apelidado pela população local de "Trem doido", que durante mais de 50 anos, depositaram o que a sociedade fazia questão de esconder. Durante 90 minutos, o telespectador presencia uma denúncia contra o abandono de incapaz, crime contra a dignidade humana e o descaso das autoridades que permitiram toda essa prática diante dos seus olhos da forma mais irresponsável possível. Tudo isso de formar pessoal, emocional e muito intimista, com os depoimento dos enfermeiros que trabalharam em algum momento no Colônia, do diretor do hospital e o principal, pacientes sobreviventes, que sofreram na pele toda a tortura e absurdos exercidas naquele lugar. Resultado possível graças ao trabalho brilhante, respeitoso e de grande qualidade da direção de Armando Mendz e Daniela Arbex, que trataram com muito cuidado desse assunto delicado, conseguindo assim deixar os entrevistados muito a vontade, arrancando deles informações importantíssimas. Assim como o roteiro e a edição, que desempenharam o mesmo papel da direção, sempre com muito cuidado e respeito pelos envolvidos e imagens brilhantes do local que ajudam a montar a história na cabeça do telespectador.
Se você quer acompanhar esse episódio vergonhoso do nosso país de perto, e sentir todas as emoções possíveis, é só aproveitar os últimos dias do festival de Cinema do Rio e comparecer as próximas exibições do filme, que ocorrerá no sábado, dia 15 de outubro,as 16h no Cine Joia, em Copacabana e na quarta-feira, dia 19 de Outubro, às 14h, no Ponto Cine, em Guadalupe.
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Holocausto Brasileiro: Manicômio de Barbacena
4.3 6HOLOCAUSTO BRASILEIRO
O nosso país sempre teve como plano de fundo questões sociais que regeram a construção do Brasil como nação e até hoje permeiam os corredores dos três poderes políticos brasileiro. Questões essas que apesar de muita discussão por parte dos governantes e até pela população, muitas vezes passaram despercebidos, causando danos irreparáveis para as suas vítimas e seus familiares.
Com o intuito de divulgar e despertar a atenção da sociedade para essas questões, que a jornalista Daniela Abrex, lançou em 2013 o "Holocausto Brasileiro", livro que conta a história do hospital psiquiátrico Colônia, localizado em Barbacena, interior de Minas Gerais. Agora, três anos depois, a própria Daniela apresenta, no festival de cinema do Rio, o documentário, baseado no livro e com o mesmo nome, conta de forma emocionante e profunda, todas as atividades absurdas praticadas dentro do hospital contra pacientes diagnosticado ou não, com algum tipo de problema psiquiátrico.
Inaugurado no dia 12 de outubro de 1903, o hospital Colônia foi construído com o intuito de cuidar dos tubérculos e da elite que na época, procurava por lugares mais saudáveis para se viver. Divididos em 16 complexos, e afastado da cidade, suas atividades funcionaram com esse propósito até a década de 30, quando o Estado Novo, regime político da época, transformou o lugar em um verdadeiro hospício com médicos despreparados, métodos médicos duvidosos e condições humanas inapropriadas.
Todos os pacientes, eram levados para o hospital, amontoados em vagões de trens que foi apelidado pela população local de "Trem doido", que durante mais de 50 anos, depositaram o que a sociedade fazia questão de esconder.
Durante 90 minutos, o telespectador presencia uma denúncia contra o abandono de incapaz, crime contra a dignidade humana e o descaso das autoridades que permitiram toda essa prática diante dos seus olhos da forma mais irresponsável possível.
Tudo isso de formar pessoal, emocional e muito intimista, com os depoimento dos enfermeiros que trabalharam em algum momento no Colônia, do diretor do hospital e o principal, pacientes sobreviventes, que sofreram na pele toda a tortura e absurdos exercidas naquele lugar. Resultado possível graças ao trabalho brilhante, respeitoso e de grande qualidade da direção de Armando Mendz e Daniela Arbex, que trataram com muito cuidado desse assunto delicado, conseguindo assim deixar os entrevistados muito a vontade, arrancando deles informações importantíssimas.
Assim como o roteiro e a edição, que desempenharam o mesmo papel da direção, sempre com muito cuidado e respeito pelos envolvidos e imagens brilhantes do local que ajudam a montar a história na cabeça do telespectador.
Se você quer acompanhar esse episódio vergonhoso do nosso país de perto, e sentir todas as emoções possíveis, é só aproveitar os últimos dias do festival de Cinema do Rio e comparecer as próximas exibições do filme, que ocorrerá no sábado, dia 15 de outubro,as 16h no Cine Joia, em Copacabana e na quarta-feira, dia 19 de Outubro, às 14h, no Ponto Cine, em Guadalupe.