É impressionante quão controverso, polêmico e enriquecedor é The Young Pope.
Não é uma série fácil. Ela exige de você uma compreensão metafísica e dialética tão bem elaborada que colocará muitos crentes em questionamento profundo acerca da existência de Deus e a descrença das instituições católicas dentro de sua estrutura com todas as implicações contraditórias,sendo elas: econômicas, políticas e sociais.
Jude Law está de parabéns. Sempre foi um ator que achava interessante,mas nunca o vi interpretando um papel com tamanha intensidade e de um apelo dramático sem igual.Seu personagem é um convite ao debate sobre posicionamentos conservadores,mas de forma paradoxal,totalmente progressista aos seus antecessores no cargo papal.Diane Keaton, Silvio Orlando e Javier Cámara ganharam grande destaque aos meus olhos e espero vê-los se desenvolver melhor na trama.
Vale o maior elogio ao cineasta Paolo Sorrentino, ao qual nunca tinha ouvido falar, que me surpreendeu com o roteiro grandioso e uma coragem sem igual para abordar um tema tão espinhoso à sociedade; sua direção é impecável.
Posso dizer como ateu: essa série é um milagre. Recomendo com todas as minhas forças.
Observo algumas opiniões acerca deste filme, e muito se questiona sobre o "Moralismo Cristão" e a suposta institucionalização do casamento eterno. Contudo, minha humilde opinião, a discussão central do filme não é um apoio dos valores católicos no séc XXI.
O debate é sobre um importante pensador inglês - no caso Thomas Morus - que detinha o direito de ter sua opinião sobre seus ideais apoiados em sua religião, e que acima de tudo, não possuía nenhum antecedente criminal. E por valorizar estes princípios, ele sofreu graves consequências em fruto de uma vaidade corroborada pelo rei Henrique VIII, que de forma egocêntrica, queria poder oferecer uma imagem de seriedade e quase imaculada para seus súditos na fundamentação da sua legitimidade em retirar a igreja católica romana de seus país,podendo confiscar suas novas terras na Inglaterra, e assim, sendo reconhecido pelo parlamento como chefe da igreja.
Tudo isso porque Thomas Morus discordou da quebra desses valores que acreditava.Um homem que só desejava ficar em paz.
Acho que devemos fazer uma pequena análise histórica em detrimentos aos valores colocados em jogo pelo personagem em seu período renascentista, e pelos nossos próprios valores.Sou agnóstico, e dentro do avanço constitucional, o direito ao divórcio é inalienável, mas ver a prática tirânica adotada por Cromwell e seus súditos para simplesmente conseguir um simples juramento de alguém que não mais se imiscuía nestes assuntos, é ver a personificação da tirania. E Isso é assustador.
Para todos aqueles - como eu - que não possuem um credo, olhem esse filme por outra perspectiva. Sem sombra de dúvidas é uma obra que fala sobre princípios, e o mais importante de tudo, as suas consequências. Recomendo
O Jovem Papa
4.4 76É impressionante quão controverso, polêmico e enriquecedor é The Young Pope.
Não é uma série fácil. Ela exige de você uma compreensão metafísica e dialética tão bem elaborada que colocará muitos crentes em questionamento profundo acerca da existência de Deus e a descrença das instituições católicas dentro de sua estrutura com todas as implicações contraditórias,sendo elas: econômicas, políticas e sociais.
Jude Law está de parabéns. Sempre foi um ator que achava interessante,mas nunca o vi interpretando um papel com tamanha intensidade e de um apelo dramático sem igual.Seu personagem é um convite ao debate sobre posicionamentos conservadores,mas de forma paradoxal,totalmente progressista aos seus antecessores no cargo papal.Diane Keaton, Silvio Orlando e Javier Cámara ganharam grande destaque aos meus olhos e espero vê-los se desenvolver melhor na trama.
Vale o maior elogio ao cineasta Paolo Sorrentino, ao qual nunca tinha ouvido falar, que me surpreendeu com o roteiro grandioso e uma coragem sem igual para abordar um tema tão espinhoso à sociedade; sua direção é impecável.
Posso dizer como ateu: essa série é um milagre. Recomendo com todas as minhas forças.
O Homem Que Não Vendeu Sua Alma
3.9 98 Assista AgoraObservo algumas opiniões acerca deste filme, e muito se questiona sobre o "Moralismo Cristão" e a suposta institucionalização do casamento eterno.
Contudo, minha humilde opinião, a discussão central do filme não é um apoio dos valores católicos no séc XXI.
O debate é sobre um importante pensador inglês - no caso Thomas Morus - que detinha o direito de ter sua opinião sobre seus ideais apoiados em sua religião, e que acima de tudo, não possuía nenhum antecedente criminal. E por valorizar estes princípios, ele sofreu graves consequências em fruto de uma vaidade corroborada pelo rei Henrique VIII, que de forma egocêntrica, queria poder oferecer uma imagem de seriedade e quase imaculada para seus súditos na fundamentação da sua legitimidade em retirar a igreja católica romana de seus país,podendo confiscar suas novas terras na Inglaterra, e assim, sendo reconhecido pelo parlamento como chefe da igreja.
Tudo isso porque Thomas Morus discordou da quebra desses valores que acreditava.Um homem que só desejava ficar em paz.
Acho que devemos fazer uma pequena análise histórica em detrimentos aos valores colocados em jogo pelo personagem em seu período renascentista, e pelos nossos próprios valores.Sou agnóstico, e dentro do avanço constitucional, o direito ao divórcio é inalienável, mas ver a prática tirânica adotada por Cromwell e seus súditos para simplesmente conseguir um simples juramento de alguém que não mais se imiscuía nestes assuntos, é ver a personificação da tirania. E Isso é assustador.
Para todos aqueles - como eu - que não possuem um credo, olhem esse filme por outra perspectiva. Sem sombra de dúvidas é uma obra que fala sobre princípios, e o mais importante de tudo, as suas consequências. Recomendo