As cenas do curta mostram um retrato do Rio de Janeiro no início dos anos 1920. A modernidade entrava com fôlego na cidade, criando cenas novas e apagando outras. A imagens da derrubada do Morro do Castello, local que "era prejudicial a higiene urbana" e "habitado por um populacho desordeiro", mostram a ânsia por civilizar a cidade, na qual seriam realizadas as comemorações do Centenário da Independência, em 1922. Filmadas para o futuro rei da Itália, príncipe Umberto, as imagens deveriam mostrar um Rio harmônico e limpo, o que, por sua vez, excluía o trabalhador pobre e negro da capital da República. O curta tem um tom de denúncia bem apreciado, mostrando a descarada eugenia brasileira e os limites da ideia de progresso que abalou o Brasil no início do século passado. Mostra, sobretudo, as contradições de um país que buscava uma identidade nova. A República brasileira nasceu assim, tal como mostra o fime, vergonhosa de seu passado e irresponsável com o seu presente.
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Passeio Público
4.0 1As cenas do curta mostram um retrato do Rio de Janeiro no início dos anos 1920. A modernidade entrava com fôlego na cidade, criando cenas novas e apagando outras. A imagens da derrubada do Morro do Castello, local que "era prejudicial a higiene urbana" e "habitado por um populacho desordeiro", mostram a ânsia por civilizar a cidade, na qual seriam realizadas as comemorações do Centenário da Independência, em 1922. Filmadas para o futuro rei da Itália, príncipe Umberto, as imagens deveriam mostrar um Rio harmônico e limpo, o que, por sua vez, excluía o trabalhador pobre e negro da capital da República. O curta tem um tom de denúncia bem apreciado, mostrando a descarada eugenia brasileira e os limites da ideia de progresso que abalou o Brasil no início do século passado. Mostra, sobretudo, as contradições de um país que buscava uma identidade nova. A República brasileira nasceu assim, tal como mostra o fime, vergonhosa de seu passado e irresponsável com o seu presente.