Harry pode até não ter cometido adultério, mas isso não significa que não a tenha traído. Traiu, no mínimo, o ideal ao qual ela se entregou quando os dois se casaram, o que, por si só, já justifica o desprezo dela por ele no desfecho da história, ainda que a interpretação fique a critério de cada um.
Mal acabou o filme e já fui dar aquela googlada em nomes de assassinos em série e atiradores solitários, só para checar se eram mesmo compostos, respectivamente, de duas e três palavras.
Importante a mensagem que transmite, a de que devemos assumir, e não terceirizar, a responsabilidade por nossos atos — por piores que eles sejam —, que é isso que nos dá dignidade enquanto sujeitos.
"[...] defendo a separação da Igreja e do Estado, e a razão para defender isso é a mesma razão que nossos antepassados tinham. Não é para proteger a religião das garras do governo, mas para proteger nosso governo das garras do fanatismo religioso. Posso ser ateia, mas não quer dizer que não vou à igreja. Eu vou. A igreja que vou é a que emancipou os escravos, que deu às mulheres o direito de voto, que deu a todos nós a liberdade que tanto apreciamos. Minha igreja é a capela da democracia em que nos sentamos, e não preciso de Deus para determinar minha moral. Preciso de meu coração, de minha mente e dessa igreja."
"Princípios só valem quando os usamos quando são inconvenientes. Se eu respondesse às perguntas, mesmo que para me defender, significaria que tinham o direito de perguntar, mas não tinham."
mais de um impostor. A relutância dos Barclay em admitir que Bourdin é um farsante é no mínimo suspeita. Todavia, não se pode perder de vista que imposturas assim são recursos comuns contra o sofrimento. Recusa-se a realidade para não ter que lidar com o peso dela: no caso deles, a constatação de que Nicholas continua desaparecido.
"GBF" é um filme sobre "sair do armário", mas não especificamente do "armário gay", como sugere sua temática, e sim de um armário muito maior, que abriga todos nós e que nós chamamos de mundo.
Cada uma das personagens que nos é apresentada busca, sem poupar esforços, esconder suas diferenças nesse armário, adiando, enquanto podem, a manifestação do que há de mais singular nelas. Tudo isso por medo de que os rótulos que elas carregam e defendem veementemente lhes sejam retirados. Quando Tanner é tirado à força do armário e obrigado a sustentar um rótulo diferente do que ele defendia anteriormente, o armário de cada uma das outras personagens começa a se escancarar. Aos poucos, todas elas percebem que os rótulos que carregam dizem, sim, de algo delas, mas que elas mesmas não se resumem a eles.
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Tempo
3.1 1,2K Assista AgoraUma perda de tempo!
Simplesmente Amor
3.5 895 Assista AgoraDifícil não se comover com o segmento da Karen, de longe um dos mais tocantes do filme.
Harry pode até não ter cometido adultério, mas isso não significa que não a tenha traído. Traiu, no mínimo, o ideal ao qual ela se entregou quando os dois se casaram, o que, por si só, já justifica o desprezo dela por ele no desfecho da história, ainda que a interpretação fique a critério de cada um.
Teoria da Conspiração
3.5 191 Assista AgoraMal acabou o filme e já fui dar aquela googlada em nomes de assassinos em série e atiradores solitários, só para checar se eram mesmo compostos, respectivamente, de duas e três palavras.
Os Últimos Passos de um Homem
4.0 247 Assista AgoraImportante a mensagem que transmite, a de que devemos assumir, e não terceirizar, a responsabilidade por nossos atos — por piores que eles sejam —, que é isso que nos dá dignidade enquanto sujeitos.
Possessão
2.8 1,3K Assista AgoraMuito melhor do que o que a média geral do Filmow sugere.
Splice: A Nova Espécie
2.7 918 Assista AgoraDren sofre de um baita complexo de Édipo!
A Conspiração
3.4 21 Assista Agora"[...] defendo a separação da Igreja e do Estado, e a razão para defender isso é a mesma razão que nossos antepassados tinham. Não é para proteger a religião das garras do governo, mas para proteger nosso governo das garras do fanatismo religioso. Posso ser ateia, mas não quer dizer que não vou à igreja. Eu vou. A igreja que vou é a que emancipou os escravos, que deu às mulheres o direito de voto, que deu a todos nós a liberdade que tanto apreciamos. Minha igreja é a capela da democracia em que nos sentamos, e não preciso de Deus para determinar minha moral. Preciso de meu coração, de minha mente e dessa igreja."
"Princípios só valem quando os usamos quando são inconvenientes. Se eu respondesse às perguntas, mesmo que para me defender, significaria que tinham o direito de perguntar, mas não tinham."
Que grata surpresa é Laine Hanson!
O Impostor
4.0 155Resta a dúvida se não há, nessa história,
mais de um impostor. A relutância dos Barclay em admitir que Bourdin é um farsante é no mínimo suspeita. Todavia, não se pode perder de vista que imposturas assim são recursos comuns contra o sofrimento. Recusa-se a realidade para não ter que lidar com o peso dela: no caso deles, a constatação de que Nicholas continua desaparecido.
Aos Teus Olhos
3.4 288Misto de "Dúvida" ("Doubt", 2008) com "A Caça" ("Jagten", 2012) que não chega aos pés de nenhum dos dois.
G.B.F.
3.1 187"GBF" é um filme sobre "sair do armário", mas não especificamente do "armário gay", como sugere sua temática, e sim de um armário muito maior, que abriga todos nós e que nós chamamos de mundo.
Cada uma das personagens que nos é apresentada busca, sem poupar esforços, esconder suas diferenças nesse armário, adiando, enquanto podem, a manifestação do que há de mais singular nelas. Tudo isso por medo de que os rótulos que elas carregam e defendem veementemente lhes sejam retirados. Quando Tanner é tirado à força do armário e obrigado a sustentar um rótulo diferente do que ele defendia anteriormente, o armário de cada uma das outras personagens começa a se escancarar. Aos poucos, todas elas percebem que os rótulos que carregam dizem, sim, de algo delas, mas que elas mesmas não se resumem a eles.