Este curta expressa, através de um monólogo combinado com a beleza das cenas, o aspecto da emoção humana sobre a qual o diretor refletia durante suas viagens de avião. Aborda questões fundamentais da existência, como o sentimento humano oscilando na repetição de vida e morte, tristeza e alegria.
Escrito a partir de poemas de Sándor Petöfi.
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Díficil não ver beleza mesmo naquilo que de forma alguma é uma unidade. Poesia e passagens, vida e morte.
Muito bom o curta. Os monólogos de certa forma pessimistas, nos trazem questionamentos sobre a vida e a morte, e sobre nosso estado de espirito e humor. Além dessa pegada filosófica, temos os planos característicos de Béla Tarr, tudo que a câmera captura tem uma beleza muito peculiar. Juntando esses dois pontos, o diretor monta de forma muito dinâmica o curta, criando assim um equilibrada de imagem e "discurso". Vale a pena dar uma olhada.
Juntar suas belas imagens aos versos de Petöfi, que idéia maravilhosa do Béla Tarr.
“Estou sozinho
Ando pra cima e pra baixo no meu quarto
Na minha boca, meu cigarro
Meus fantasmas passados se agitam sobre mim
Eu ando, ando e vejo
A sombra do cigarro na parede,
E penso sobre amizade.”
E aquele céu azul visto por entre os altos muros de um quadrado opressor? Foi o que mais me marcou. Mas é tudo lindo.