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Como um romance de Émile Zola, a média-metragem Ménilmontant retrata a vida urbana parisiense do começo do século XX. As tomadas de cena rurais, o sub-mundo, a lentidão, o modo de deslocamento da câmera apresentam-se com um respiro literário. Sua câmera pode ser comparada ao Kino-Eye que capta as coisas com realidade, como o povo enxerga, nos seus mínimos detalhes. Não existem sub-títulos neste filme silencioso, com um enredo pequeno e opaco. No entanto, Kirsanoff produziu uma obra prima pelo trabalho de câmera e edição, criando uma atmosfera como jamais vista.
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No segundo contato, doeu mais... Por mais que eu estivesse deslumbrado com os efeitos de montagem e fotografia, a trama esmigalhou-me, em termos emocionais, no sentido de que aquilo segue a acontecer, cem anos depois... Fotogenia em seu auge. Expressividade actancial, idem. Ótima utilização dos espaços urbanos, naquilo que eles contêm de restos de sofrimentos (e tênues alegrias). Um filme bonito, inegavelmente, mas que doeu... Tive de sair correndo da sala de exibição. Assaz pungente! (WPC>)
Esse filme de Kirsanoff abdica dos entretítulos para se fazer valer de sua excêntrica mescla entre cinema narrativo e de vanguarda. Os belos efeitos de imagem, comuns nos filmes da vanguarda francesa contemporânea, tais como sobreposições e movimentos excêntricos de câmera aqui são utilizados sobretudo para expressar o estado interior da protagonista, conseguindo efeito grandemente lírico.
Que baita filme!!! Um primor de técnica e qualidade!!! Super recomendo!!!
Um dos filmes mais bem montados e dirigidos da era muda. Há um senso artístico aprimorado em movimentos de câmera , aliado à uma trilha sonora forte e um filme expressionista brutal.
Linda harmonização, linda trilha sonora, lindo filme.