é inevitável desvincilhar-se da dramática teleologia que o arquétipo das escadarias significam; é diferente de apenas atravessar a rua, ir de um lado do parque para o outro, em suma, ir de um ponto 1 até outro ponto 2; os degraus são sempre um projeto, uma potencial novidade, uma excursão ao novo, um salto de contemporaneidade; achei super sofisticada a forma como o curta elabora uma batalha sísifica, uma labiríntica narratividade de não-finalidade, do passo que não leva a outro lugar, mas num eterno-aqui; esteticamente agradável e tormentoso; aliás, o homem é o único animal que sobe uma escada mesmo sabendo que não tem nada lá
é inevitável desvincilhar-se da dramática teleologia que o arquétipo das escadarias significam; é diferente de apenas atravessar a rua, ir de um lado do parque para o outro, em suma, ir de um ponto 1 até outro ponto 2; os degraus são sempre um projeto, uma potencial novidade, uma excursão ao novo, um salto de contemporaneidade; achei super sofisticada a forma como o curta elabora uma batalha sísifica, uma labiríntica narratividade de não-finalidade, do passo que não leva a outro lugar, mas num eterno-aqui; esteticamente agradável e tormentoso; aliás, o homem é o único animal que sobe uma escada mesmo sabendo que não tem nada lá
Link do excepcional curta, uma verdadeira obra prima: https://www.youtube.com/watch?v=-p4oWJcZX8o