мαяcos
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Últimas opiniões enviadas

  • мαяcos
    6 meses atrás

    um vagabundo suicida talvez seja o arquétipo perfeito do herói fassbinderiano, um sujeito (que está de fato sujeitado, subjugado e subalternizado) em uma ordem social burguesa onde a vagabundagem e o suicídio são duas profanações graves; nesse curta, a câmera segue os passos incertos e erráticos do vagabundo desvalido em sua via crucis num mundo que o nega até mesmo a possibilidade de morrer; o único diálogo desse curta-metragem é tão cômico quanto aterrador, e o final é de uma ironia tão espirituosa que só mesmo um fassbinder poderia engendrar; os personagens fassbinderianos são representações muito certeiras dos sofrimentos encarniçados diante de um mundo marcado pela massificação e pelo embotamento dos afetos

  • мαяcos
    6 meses atrás

    medo do medo é puro desespero, um terrível desamparo do início ao fim; certamente uma experiência familiar a quem sofre de ansiedade generalizada ou síndrome do pânico; fassbinder emulou muito bem os sofrimentos psíquicos da vida moderna e sua incomunicabilidade; margot padece das aflições de uma vidinha burguesa, desses temores sem face e insondáveis de uma classe média profundamente insensível e entorpecida por seus papéis sociais e suas fachadas; a temática da medicalização da vida também parece ser central, justamente na medida em que existe uma cisão entre o normal e o patológico na interpretação geral, como se a loucura fosse uma variação de normalidade, uma desalinho, uma falta e não uma dimensão completamente inédita; enfim, uma baita obra! fassbinder sempre esbanjando muita profundidade psicológica enquanto diretor

    "Please let me start again
    I want a face that's fair this time
    I want a spirit that is calm"

  • мαяcos
    6 meses atrás

    estou atualmente numa longa sessão pra maratonar a filmografia do grande rainer werner fassbinder, o amor é mais frio que a morte está longe de ser a obra magna do cineasta, mas certamente foi um belíssimo nascimento do jovem fassbinder para o cinema alemão, um diretor com a cabeça prenhe de marginalidade e teatralidade. nessa obra monocromática e repleta de cigarros, tensão sexual e niilismo se confundem, as personagens aparecem sempre embotadas, cruéis e letárgicas; é a nouvelle vague francesa influenciando um fassbinder muito moço, experimentando esse cinema psicologizante e relativamente minimalista, onde alienação urbana, a tirania do amor e os dramas interpessoais dão o tom narrativo; para ser justo, acredito que nessa homenagem à nouvelle vague, fassbinder tenha sido até mais visceral no trato com a vulcânica vida moderna, repleta de vazio, frieza e opressões amorosas

  • Alan Guimarães 4 meses atrás

    Olá, мαяcos, obrigado pelas curtidas das minhas listas de filmes sobre a História do Brasil e sobre Antropologia e espero que tenha gostado delas. Abraços.

  • Ariane 4 anos atrás

    eu separei alguns curtas dos seus favoritos para assistir depois, já vi alguns que me indicou e gostei bastante!!! o bom é que achei todos disponíveis no youtube!

    eu tbm adoro a clarice! qual seu livro favorito dela? do nelson rodrigues eu não li nada mas já assistir filmes adaptados dele, o meu favorito é 'a falecida'!

  • Ariane 4 anos atrás

    já separei para assistir o martelo das bruxas (1970)