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Eu achei um bom filme, no geral, gostei bastante e acho que tem, sim, potencial para o Oscar (e tô torcendo muito por isso!). Mas confesso que achei a primeira parte meio confusa, com um enredo um tanto desconexo. Fica aquela sensação de que você precisa simplesmente aceitar que não vai entender o que está acontecendo ali.
Outra coisa que me incomodou foi a forma como o filme aborda as críticas sociais e políticas. Eu sei que se trata de uma sátira social — como em praticamente todos os filmes do KMF —, mas aqui achei nada sutil. Tudo parece “metralhado” no enredo, o que acaba soando um pouco performático e forçado.
A atuação do Wagner Moura está impecável, mas o personagem dele… é insuportável! Entediado, deslocado e aparentemente alheio àquela cultura (tanto que, no início, eu jurava que ele era sulista e ainda não tinha tido contato com aquele universo). Ele mesmo não parecia saber o motivo de estar ali. Já os demais personagens, especialmente as pessoas do Recife, estão muito carismáticos e bem construídos. A ambientação estava perfeita!!
E quanto ao excesso de autorreferência do KMF… bom, aí não tem como fugir. O recifense é, antes de tudo, um bairrista sem limites!
No geral, uma crítica sutil (do jeitinho Todd Solondz) aos hipsters classe média. No primeiro filme vemos uma ridicularização do politicamente correto performado. No segundo filme tem o garoto rico que quer romper com as amarras do capitalismo, do ideal de produtividade, e viver da arte (um relaxado que acha que a vida é um morango). Essa segunda parte foi a minha fav, vale à pena assistir
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Achei a ideia do filme interessante, mas, sendo sincera, não consegui gostar tanto. O primeiro ponto é que os Livros restantes (ou o que quer que diga a sinopse) ficam em segundo plano aqui. Mas o problema principal para mim foram os diálogos…achei tudo muito artificial, a ponto de me sentir desconfortável em algumas cenas. A Denise Fraga se esforça bastante para dar vida à personagem, mas o texto parece um pouco forçado em vários momentos.
O filme tem seus pontos fortes. O que mais me interessou foi observar como as amizades e os ciclos sociais mudam com o tempo. É curioso perceber como pessoas que viveram a mesma época juntas podem ter lembranças e percepções tão diferentes depois de anos. O filme mostra bem como uns amadurecem de formas totalmente distintas, enquanto outros parecem não amadurecer nunca.
Perto do final, tem uma cena de revelação sobre a infância e uma acusação contra um tio que é bem forte, mas sinto que poderia ter sido melhor executada se os diálogos fossem mais naturais.