Baseado na peça homônima de Bertolt Brecht, Baal é um filme para a televisão em que Schlöndorff tematiza a rebelião, aderindo totalmente à ideologia de 68 (que imperava naquele momento na Europa).
um teatro muito bem fotografado, teatralmente fragmentado e recortado, conservando sua fidelidade com os atos da obra de brecht; teatralidade inflada de lirismo na órbita da atuação de fassbinder; queria muito me afundar na língua alemã e vasculhar o dito e o não-dito em cada linha de poema e em cada canto de prazer; quanto mistério carrega em si baal! deus fecundador, cria-dor, homem-desobediência e, acima de tudo, homem; parece haver um companheirismo erótico embrenhado na relação e poesia de baal e ekart, poesia etílica, poesia de amor, poesia de ódio, poesia luxuriosa; cada cena que começava transmitia a impressão de uma ressaca de contracultura, paganismo e rudeza... o pós-guerra foi combustível pra poetas sujos e para a espiritualidade agressiva desse baal faminto, irascível e flamejante como a natureza
Legal, muita poesia (o que você pode achar bom ou ruim), mas a atuação do Fassbinder é demais, direção do Volker de uma peça do Brecht com Rainer Werner Fassbinder e Margarethe von Trotta.
um teatro muito bem fotografado, teatralmente fragmentado e recortado, conservando sua fidelidade com os atos da obra de brecht; teatralidade inflada de lirismo na órbita da atuação de fassbinder; queria muito me afundar na língua alemã e vasculhar o dito e o não-dito em cada linha de poema e em cada canto de prazer; quanto mistério carrega em si baal! deus fecundador, cria-dor, homem-desobediência e, acima de tudo, homem; parece haver um companheirismo erótico embrenhado na relação e poesia de baal e ekart, poesia etílica, poesia de amor, poesia de ódio, poesia luxuriosa; cada cena que começava transmitia a impressão de uma ressaca de contracultura, paganismo e rudeza... o pós-guerra foi combustível pra poetas sujos e para a espiritualidade agressiva desse baal faminto, irascível e flamejante como a natureza
Legal, muita poesia (o que você pode achar bom ou ruim), mas a atuação do Fassbinder é demais, direção do Volker de uma peça do Brecht com Rainer Werner Fassbinder e Margarethe von Trotta.
Quero assistir só para ver a atuação do Fassbinder.
ai, vei cada lugar que me meto
que cara escroto
Não gostei, mas porque sou péssima pra entender poesia