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Data de lançamento
8 Julho 1975Duração
Margot, uma dona de casa de classe média, teme estar enlouquecendo depois de ter o seu segundo filho. Seu marido Kurt, sempre ocupado estudando para um exame, não entende a situação dela. Já a sogra e a cunhada da mulher, são abertamente hostis com ela. Então ela se refugia no valium e no álcool, e procura por compaixão, em vão. Nessa produção da TV Alemã, Fassbinder retoma o tema que o consagrou: a deterioração de um indivíduo e da sociedade da qual ele faz parte, retratando com maestria uma descida de uma espiral em direção à loucura.
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medo do medo é puro desespero, um terrível desamparo do início ao fim; certamente uma experiência familiar a quem sofre de ansiedade generalizada ou síndrome do pânico; fassbinder emulou muito bem os sofrimentos psíquicos da vida moderna e sua incomunicabilidade; margot padece das aflições de uma vidinha burguesa, desses temores sem face e insondáveis de uma classe média profundamente insensível e entorpecida por seus papéis sociais e suas fachadas; a temática da medicalização da vida também parece ser central, justamente na medida em que existe uma cisão entre o normal e o patológico na interpretação geral, como se a loucura fosse uma variação de normalidade, uma desalinho, uma falta e não uma dimensão completamente inédita; enfim, uma baita obra! fassbinder sempre esbanjando muita profundidade psicológica enquanto diretor
"Please let me start again
I want a face that's fair this time
I want a spirit that is calm"
Situação de stress pós-parto e depressão bem ilustrada por Fassbinder ,que consegue imprimir sua marca mesmo nas limitações de uma produção de TV. Dá um pouco de raiva da incompreensão e desprezo vindos da mãe e irmã do marido e a ótima interpretação de Margit ganha o espectador, mesmo quando ela faz umas coisas questionáveis. Bom!
Filme feito para tv e não consagrado de Fassbinder.
Pela nota, achei que seria uma história fantástica, mas é apenas uma mulher rica deprimida.
Esse filme ilustra perfeitamente o livro da Betty Friedan A mística feminina
Onde as mulheres tinham uma doença sem nome.
Doença chamada papel social de mãe/esposa