Dirigido por
Duração
Maya Deren é uma mulher aprisionada dentro de casa, sufocada pelo cotidiano doméstico. Ela é atormentada por múltiplas visões, se despedaça em diferentes personalidades, e não consegue diferenciar muito bem, enquanto cochila, o sonho da realidade. Seu olhar para por longos segundos em qualquer objeto doméstico: uma faca em cima do pão, a porta destrancada, o telefone fora do gancho.
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desassociando para fugir do cotidiano.
espelho, espelho meu
Não entendi nada.
Mais um estudo estético (que parece ter influenciado o movimento "dark" dos anos 80) do que um enredo cinematográfico, esse sonho filmado tem grandes ideias, embora a simbologia só possa ser explicada mesmo por quem a construiu.
A flor.
A chave.
A janela.
A faca.
O telefone.
O espelho.
O mar.
A morte que visita nos sonhos.
As várias versões de si que não aguentam mais.
A pureza e beleza perdidas.
O toque insuportável que não é possível mais aceitar.
Um dos grandes filmes do cinema.
Facilmente um dos melhores dirigidos por uma mulher.