Veja Bem é um filme e é também um objeto, um Zootrópio, espécie de precursor do cinema. Na primeira parte do filme (e do lado de dentro do objeto), o foco de atenção é o homem-músculo, as imagens se repetem até a exaustão, e o texto é de João Cabral. Na segunda parte do filme (e do lado de fora do objeto), o foco de atenção é o maravilhoso e ridículo caleidoscópio de ofertas da cidade, as imagens são pura diversidade, e o texto é de Drummond.
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num tom próximo de ilha das flores, tanto na narração como no visual, é um curta que se leva um pouco mais a sério, sem o elemento de humor cínico que furtado usa tão bem. é um bom experimento visual com textos de grandes escritores
Apresento ele para os alunos do ensino médio no âmbito da discussão sobre trabalho e alienação. É chocante e não tem quem não se sinta chamado pela estranheza quase surreal do primeiro impacto, que será um elemento motivador para a própria compreensão.
:O
Diferente do que já vi do Jorge Furtado, mas sem perder a qualidade comum e a criatividade. Afortunado nas escolhas, pois o encaixe da repetição é o ponto principal deste curta, cria-se um novo significado (ou mais de um) não só as imagens como também aos textos.
Apesar disso não me agradou muito, achei um tanto pretensioso, sendo salvo somente pelos escritos de Carlos Drummond e João Cabral.
"O amor comeu meu nome."
é sensacional.