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Duração
Depois de viver por quase 20 anos na Europa, Carmen Uranga (Cecilia Roth) volta a Buenos Aires. Seu pai (Héctor Alterio) está gravemente doente e decidido a dividir os bens da família antes de morrer. Aos 42 anos, Carmen é uma mulher distante e prática, com um passado traumático: em 1976, na época da ditadura militar, ela foi seqüestrada junto com seu marido, um jornalista de idéias progressistas. De volta à terra natal, Carmen enfrenta seus fantasmas levando uma vida dupla. Ao mesmo tempo que mora com a família aluga um apartamento, onde paga a casais para fazerem sexo no quarto ao lado do seu. Até que um dia uma das vozes que saem daquele quarto chama a sua atenção.
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Fito paez como diretor é um grande músico....
O filme começa bem... intriga... seduz...
Cecilia Roth maravilhosa... como sempre... leva nas costas o filme... dividindo a tarefa com Gael...
Porém... da metade para o final... ele engata uma 5ª e se perde no dramalhão mexicano...
Coloca vários personagens intrigantes... mas desenvolve bem pouco deles...
E o q levaria anos para se resolver... se soluciona em alguns minutos... num passe de mágica...
Deixou muito a desejar... especialmente com um início tão bom...
“Vidas Privadas” inicialmente parece ser levado por um forte clima de dramalhão mexicano inexplicado (mesmo sendo argentino), mas com o decorrer da história as tramas e os personagens vão se explicando e revelando-se muito mais complexos do que pareciam a priori.
Carmen, a personagem principal, uma rica empresária que se mudou para Madri retorna a Buenos Aires depois de 20 anos o que traz a tona diversos problemas do passado, e assim revelando suas vulnerabilidades e problemas psíquicos, o que a torna de longe a personagem mais interessante na película.
Em meio a esta solidão que chegou junto com a idade, Carmen procura prazer com garotos de programa mas da forma mais incomum possível e acaba se envolvendo com um (até aí parece clichê), contudo, o envolvimento traz muito mais do que um “amor proibido” e um “drama familiar” trazendo enormes conseqüências e afetando todos os personagens do filme.
Nos aspectos técnicos os únicos possíveis de se elogiar são o figurino, a atuação e a movimentação de câmeras, o filme peca quando se trata de sonoplastia (por momentos dava vontade de deixar no mundo com o instrumental irritante de piano descontrolado) e na fotografia, muitos podem dizer que a fotografia escura foi para dar um clima ainda mais cru e real ao filme, mas ao meu ver foi um enorme erro e tornou o filme “feio’ de se ver.
Por sorte o roteiro complexo compensa qualquer um desses erros, não sei se é por eu ser completamente apaixonado pelo psicológico humano mas “Vidas Privadas” é intrigante de uma forma que o transforma em único. Não há novela, filme ou seriado que se compare e creio que se houvesse outra versão não ia chegar aos pés da obra-prima que é.
força uma barra legal
Em alguns momentos achava que eu estava assistindo um filme do Almodóvar, não q isso seje uma crítica pelo contrário.
Conheçi Fito Páes como músico,não sabia que tb fazia cinema,e bem.