A história da vida de Vincent van Gogh tem todos os elementos de um grande filme - paixão, conflito, arte, dinheiro, morte. Este filme usa apenas trechos de cartas de Van Gogh para contar a história, na voz de John Hurt.
Van Gogh talvez seja o pintor que melhor representa a figura do artista maldito. Vendo o documentário, pensei em como a depressão foi ficando cada vez mais evidente no tom das cartas que ele mandava para o irmão, Theo, e quanto desse sofrimento poderia ser poupado com tratamento terapêutico. Existem teorias de que ele tenha sofrido com epilepsia, sífilis ou transtorno bipolar - se era esse o caso, acho difícil que só com análise ele conseguisse reverter o quadro. É recente a noção de integração dos “loucos” à sociedade e Van Gogh com certeza foi marginalizado dentro do sistema de arte. Infelizmente, arte é uma coisa e mercado é outra. Que Van Gogh só tenha vendido UM quadro entre mais de dois mil trabalhos (feitos em pouco mais de uma década) é o maior sinal de que louco mesmo é esse mundo, e tudo aquilo que a gente aceita como “normal”.
Van Gogh talvez seja o pintor que melhor representa a figura do artista maldito. Vendo o documentário, pensei em como a depressão foi ficando cada vez mais evidente no tom das cartas que ele mandava para o irmão, Theo, e quanto desse sofrimento poderia ser poupado com tratamento terapêutico. Existem teorias de que ele tenha sofrido com epilepsia, sífilis ou transtorno bipolar - se era esse o caso, acho difícil que só com análise ele conseguisse reverter o quadro. É recente a noção de integração dos “loucos” à sociedade e Van Gogh com certeza foi marginalizado dentro do sistema de arte. Infelizmente, arte é uma coisa e mercado é outra. Que Van Gogh só tenha vendido UM quadro entre mais de dois mil trabalhos (feitos em pouco mais de uma década) é o maior sinal de que louco mesmo é esse mundo, e tudo aquilo que a gente aceita como “normal”.