O filme acompanha cinco famílias com filhos que sofrem com o câncer. Ao longo de 97 minutos o filme trás entrevistas com os pais e alerta sobre a necessidade de pesquisas sobre os efeitos medicinais da maconha.
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As histórias são de fato convincentes, o assunto realmente vale a pena ser explorado, os defensores entrevistados são de fato apaixonados e as crianças discretamente corajosas. Tudo isso é bom, se a maconha ajuda a curar porque não usar como medicamento. Antes de criticarmos os malefícios é bom considerar o sofrimento das famílias e dos próprios pacientes, na luta contra o câncer vale tudo, é um direito dos enfermos.
A diretora Abby Epstein tem a faca e o queijo na mão quando o assunto é nos sensibilizar. Pudera, ao exibir bebês e crianças de cabeça raspada em tratamento contra o câncer e a melhora sensível assim que são submetidos ao tratamento com maconha medicinal, só se você for desumano para seu coração não amolecer ou quebrar em milhares de pedaços. Caso os seus enfrentem ou tenham enfrentado esta doença, assistir a este documentário será um desafio ainda maior do ponto de vista emocional.
O documentário acompanha 5 famílias, todas na contramão da sociedade conservadora, que optaram por proporcionar aos filhos uma chance de cura ou, ao menos, qualidade de vida. Os resultados são impressionantes e revelam como políticas públicas equivocadas e, neste caso, discriminatórias demonizaram uma substância que poderia ajudar na luta contra o câncer. Pior, sequer permitem que estudos sejam conduzidos para avaliar seus resultados, deixando-os a cargo do empirismo e da medicina alternativa. Mente fechada perante as próprias convicções, esta deve ser a doença do milênio.
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