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Duração
Retrato de uma mulher que lida com a perda e o auto-sacrifício no período de guerra. Um filme simples que encanta por seu lirismo despretensioso. Duyen encara a luta diária para cuidar de seu filho pequeno e de seu sogro debilitado, enquanto mantém em segredo o fato de que o marido faleceu na batalha.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
𝙈𝙚𝙢𝙤́𝙧𝙞𝙖𝙨 𝙚𝙢 𝙋𝙖𝙥𝙚𝙡: 𝘾𝙖𝙧𝙩𝙖𝙨 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙤𝙨 𝙑𝙞𝙫𝙤𝙨 𝙚 𝙈𝙤𝙧𝙩𝙤𝙨
Duyen vê em seu segredo uma forma de manter a esperança acesa, ainda que, no fundo, saiba e sinta o que realmente aconteceu. O triunfo deste filme, a meu ver, está na honestidade com que retrata temas complexos, tornando-os profundamente humanos.
Esse segredo, que, ao mesmo tempo, a sufoca e dilacera, também lhe dá esperança. Os conflitos do filme buscam nos fazer sentir parte da vida de sua família e das pessoas próximas do vilarejo. Por isso, não parece errado afirmar que o filme carrega uma forte carga de coletivismo. Duyen se vê em situações dolorosas, mas, a partir das cartas escritas por seu camarada, todo esse luto se espalha, atingindo até mesmo o professor — alguém que claramente não faz parte do núcleo familiar.
Através dessas memórias — nas cartas, no luto e em seu segredo — o filme adquire um tom profundamente humanista. Independentemente de você concordar ou não com as escolhas da personagem, o filme não a retrata apenas como alguém lutando contra o luto, mas como alguém que reconhece que todas essas pessoas, assim como ela, estão no mesmo barco e desempenham os mesmos papéis, ainda que de formas diferentes.
“When the Tenth Month Comes” é bonito, honesto e profundamente humano. Duyen é gente como a gente, e é fácil entender por que o professor se apaixonou por ela. Ela carrega segredos, guarda dores profundas, é resiliente, e ainda assim consegue manter viva a memória do camarada, mesmo sabendo que ele nunca voltará.
obs: quando você entende o título, o coração chega aquece.
Por ser um filme de guerra naturalmente a morte é mais presente, mas mesmo sem a guerra é uma história sobre como pessoas lidam com a morte de pessoas queridas.
E para deixar ainda melhor há uma pitada de poesia em como essa história é contada.
Me deixou triste ao assistir.
Ainda não vi, mas pra quem se interessar, tem aqui no ótimo Cine Um Por Dia.
http://cineumpordia.blogspot.com.br/2014/10/when-tenth-month-comes.html
Abraços.