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O filme conta a história de uma mulher que trabalha no pomar Pukch'ŏng e tem o objetivo de produzir as maçãs com a melhor qualidade. Encorajando os aldeões a se unierem aos seus esforços, eles trabalham juntos para desenvolver as técnicas para preservar e cultivar as frutas que serão consumidas pelo seu povo.
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"When We Pick Apples" (Kim Yong-ho, 1971) é um típico filme do Realismo Juche, que impera no cinema norte-coreano. A arte no país deve servir ao proletariado e contar histórias para "elevar o pensamento" da nação quanto à luta de classes.
Aqui, temos uma contradição ideológica que é representada pelos pensamentos das duas irmãs. Enquanto a mais nova considera chocante o desperdício das maçãs que caem e apodrecem, decidindo salvá-las para o consumo de seu povo, a mais velha leva uma vida fácil e parece não se atentar aos problemas do pomar.
Esse contraponto de ideias ressalta a luta de classes entre a sociedade socialista e a capitalista: a primeira é representada através da preocupação com a propriedade pública e a segunda pelo comportamento egoísta que se atenta mais com interesses e conforto pessoais.
Como todos os filmes da Estética Juche devem ser concluídos politicamente através da linha ideológica do partido,
o filme carrega um final feliz. A irmã mais nova convence a mais velha sobre a importância do cuidado com a propriedade pública e juntas elas chamam atenção dos outros moradores da aldeia para o desperdício das maçãs, que pertencem ao país e ao povo.