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Data de lançamento
28 Jan. 2021Duração
Uma coincidência incompreensível leva o cineasta a investigar sua turma da quinta série e a professora para examinar sua memória e cumplicidade em um incidente de bullying há 50 anos.
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Achei que a nota tá muito baixa. Não é ruim assim. É bem feito, bem humorado. Achei legal o pai (ex-colega) que hoje "pede desculpas" já que agora tem netos da mesma idade de que o garoto tinha na época. É isso, crianças são inconsequentes e podem ser cruéis.
Esse filme é tão ruim que até a militância cinéfila liberou pra falarem com gosto : QUE PORCARIAAAAA
Até a antiga professora dele concordou que ninguém gostaria de ver essa bomba.
Vale a polêmica de ser meio advogado do diabo: não é tão ruim assim não. Claro que tá longe de ser relevante, não merecia indicação a prêmio nenhum e tem um assunto bobo e trivial. Porém, a montagem é sim legalzinha e o curta nem passa perto de esconder que seu escopo é só expiação de culpa do narrador.
Eu nem odiei tanto assim a montagem, que vi que foi alvo de muita indignação, até porque acho que não tinha muito o que fazer, já que ele não aproveitou as oportunidades que apareceram na sua frente. O problema de fato não está nem ai e sim na existência do documentário em si kkkk
Se lembrarmos de "Cabra Marcado Para Morre" e "Icaro" que beleza, não são curtas, mas que realmente são documentários de fato, até da ódio desse ter sido indicado.
É basicamente uma obra de pura vaidade que começa de nenhum lugar e vai a lugar nenhum. Você não sente nem verdade nem na "desculpa" dele, não tem como.
Se ele tivesse realmente se aprofundado sobre o Bullying e aproveitado a deixa sobre a filha da professora para dar outro caminho para o doc, talvez ficasse um pouco melhor, por pelo menos se fazer uma obra significativa para quem estivesse assistindo. Mas não, ele simplesmente escuta, passa batido, e volta pra sua obra de "redenção".
No fim ... se faz uma obra egoísta, vaidosa e muito mal elaborada e parece uma piada que algo assim tenha sido indicado ao Oscar sendo que vários outros projetos melhores elaborados e intencionados devem ter ficado de fora.
Pelas notas, imaginava que seria ruim, mas não que eu detestaria tanto. Primeiro que os aspectos técnicos sequer salvam algo, pois a pegada das animações e da edição são muito amadoras. Aquele trecho das ligações com os ex-colegas foi maçante ao máximo, dava pra dinamizar e deixar mais atraente, mas não, tudo foi construído da forma mais chata e preguiçosa. Mas o pior é que o curta não tem razão de existir. Tudo bem que quando se parte de uma ideia, é muito provável que ela mude totalmente no meio do caminho, e não seria problema algum se o Rosenblatt fizesse uma obra sobre traumas de sua infância e sua relação com o bullying. Não, ele quis forçar o perdão pelos seus atos de uma forma totalmente egocêntrica e inconsequente, pois se a vítima maior de tudo não quis se pronunciar de forma alguma, para que continuar? O que piora tudo é quando ele faz questão de colocar os áudios dos colegas relembrando um trauma do diretor, e ele usa isso na suposta carta de desculpas enviada ao final. A perda dele poderia ser sim trazida, mas abordada de outra forma, pois do jeito que foi feito soou só como coitadismo e mote para se colocar como vítima da situação tanto quanto o garoto que sofreu o caso de bullying. Pra variar ainda rola um "afinal, éramos só crianças"... Sra. Bromberg certíssima sobre ninguém gostar do resultado daquilo tudo. Era melhor ele ter piscado e perdido a cena do menino dando um murro no outro, assim isso aqui nunca teria sido gerado.