Dirigido por
Duração
Julie Sawyer (Kristy McNichol), uma jovem aspirante a atriz encontra um cão branco perdido na rua e resolve adotá-lo. Ela aos poucos percebe que se trata de um animal treinado a vida toda para atacar pessoas negras (a exemplo dos 'cães brancos' da África do Sul). Ao perceber o comportamento racista do cachorro, ela o entrega a Keys (Paul Winfield), um treinador de animais, ele próprio negro, para tentar reeducar o animal. Baseado no romance de Romain Gary.
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Dirigido por Samuel Fuller, praticamente o último trabalho relevante na filmografia do cineasta, Cão Branco é um filme que tem como foco do roteiro o racismo, mas tudo é trabalhado de um olhar não tão tradicional e mesmo assim consegue levantar questões pertinentes dentro da sociedade até hoje. Um dos grandes méritos é que tudo foi produzido com poucos recursos, mas nada disso influencia no resultado dessa grande obra escondida no início da década de 80.
**** (Ótimo)
No incio, eu achei que seria um filme 2 ou 3 estrelas.
Mas depois de ver tudo cheguei a conclusão que ele merece sim as 5 estrelas.
Não é uma produção excelente, mas o filme tem uma premissa muito boa. Nunca vi um outro com história parecida. O roteiro e simples mas se desenvolve bem, e o final é relativamente bom.
Fiquei imaginando que o final seria ela (por ser atriz) fazendo uma cena de blackface e ele atacando ela. Ia ser tensoo.
O filme traz uma premissa diferente, melancólica e com uma lição profunda sobre o racismo. O cachorro não é o grande vilão da história.
Brabo demais o cão deixar de ser racista pra ser anti-imperialista mordendo o véio que só pensava em $ no final 🤘🏿
Muito bom. Inevitável traçar um paralelo do cão com os humanos racistas, sobretudo crianças e adolescentes que, como ele, foram expostos a esse discurso numa idade vulnerável (claro que por meios diversos). É possível "curar" um racista? Ou a única alternativa é "tacar fogo", como muitos radicais de esquerda sugerem?
O final toca nesse ponto. É trágico, e corajoso por ser trágico.