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Data de lançamento
17 Fev. 2018Duração
O Aeroporto de Berlim-Tempelhof foi inaugurado em 1923 e, sob Adolf Hitler, tornou-se o maior aeroporto do mundo, que finalmente foi fechado em 2008. Mas mesmo hoje, o Aeroporto de Berlim-Tempelhof continua sendo um lugar de chegadas e partidas, usado simultaneamente como abrigo de refugiados e um parque de lazer para os habitantes de Berlim.
Um momento historicamente único para um retrato desta cidade dentro de uma cidade, mas também de uma sociedade europeia em estado de emergência, entre a crise e a utopia.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Fui com expectativa alta, Karim Ainouz é um dos grandes realizadores brasileiros atuais...mas não rolou. Demasiadamente lento, se perde um tanto na monotonia dos dias e na rotina mostrada. É uma história curiosa, doída e recorta bem a realidade mostrada - ponto muito positivo pro documentário. Porém, não se deixa ver como uma exibição agradável.
Vi esse documentário logo após ter visto "O Triunfo da Vontade". E como é bom perceber o quanto um país é capaz de se reinventar. O triste é saber que o drama dos imigrantes documentado pelo Karim é apenas uma ponta do iceberg. Quantos sequer conseguem sair do seu país!? Quantos morrem pelo caminho!? Quantos morrem depois de saírem do Aeroporto Central!? Ou se não morrem, qual o tamanho da dor que carregam consigo!?
Assisti a uma entrevista com o diretor em que ele mostrava-se irritadíssimo porque o filme não poderia estrear em salas adequadas de cinema. E fiquei um tanto chateado com o que pareceu arrogância e/ou intransigência. Despejei esta impressão em minhas expectativas e fiz de conta que não queria vê-lo de imediato, até deparar-me com ele via Canal Brasil e ficar hipnotizado. É excelente, soberbo! Além de magistralmente montado e dirigido, possui um ótimo cicerone sírio (o rapaz ibrahim é lindo!), mas o tom muda do meio para o final. Percebemos que, não obstante a condução wisemaniana, o que interessa muito mais é a lógica de substituições funcionais no interior do espaço titular que a protagonização de Ibrahim em si. É um filme muito sagaz e inteligente, que permite inúmeras leituras, inclusive a homoerótica. Extraordinário, trabalho de mestre! (WPC>)
Fotografia maravilhosa.Por outro lado, chatíssimo.
A narrativa é tão confusa quanto o cotidiano daqueles que estão sendo abordados no Tempelhof, o que, no fim, também pode ter sido a intenção.
Esse filme chegou a circular nos cinemas do país fora dos Festivais?