Anne e Lore são duas adolescentes muito próximas que estudam em um colégio católico. Cansadas de todas as regras decidem rebelar-se e adorar Satanás, fazendo uso da mentira e da sedução.
Me faltam palavras para descrever esse filme porque não tenho nada para compará-lo. É diferente de tudo o que se espera do gênero. Não tem missas satânicas e sacrifícios pagãos. É uma história sobre duas meninas que tem uma amizade doentia e que levarão a sua vontade de ir contra o 'sistema' até às últimas consequências. Muito pertubador, corajoso e sexy.
Mesmo sendo profano e tendo a blasfêmia como uma das suas principais características, ao mesmo tempo em que é polêmico o filme consegue ser bem sensível.
O filme me lembrou de outro que também é mais ou menos do mesmo calibre, Imagens de um Convento do Joe D’Amato, mas aqui em Não Nos Livre do Mal a origem de todo o mal não é revelado, deixando isso para a interpretação do espectador.
A frieza das personagens principais é absurda. Atuação digna. Os diálogos também são bem sinistros.
Muitas cenas conseguem se destacar, como a do pacto entre as meninas, mas nenhuma consegue superar o desfecho, sem dúvidas o ponto máximo do filme, até os minutos finais iria considerar o filme apenas “bom”, mas aquele final me surpreendeu de uma tal maneira que fiquei pasmo e acabou influenciando no meu julgamento da obra.
Que filme sinistro!! Macabro, poético, sensual, e extremamente blasfêmico!! Nos tempos politicamente correto e chato de hoje este filme difícilmente seria feito!! Mesmo tendo sido feito em 71 ele é atual e bem á frente de seu tempo! E que final chocante!!
Filme que retrata com bastante sensibilidade o personificação da maldade em si, e o mais curioso, sem o apelo ao sobrenatural. O diretor trasmite com exelencia a maldade emanada das atitudes mais perversas que o ser humano pode ter, em contraste com religiosidade cega que circunda todo o ambiente no filme. Uma joia rara do terror francês.