A direção de Wolf Maya é ruim, os hábitos classe-medistas dos personagens são muito piores que as suas traições morais e o roteiro é desengonçado e pernicioso, sem contar que as atuações são amplamente automáticas, tamanha a repetição dos cacoetes televisivos aos quais os atores se habituaram. Tudo isso me leva a odiar francamente o filme, certo? Oficialmente, sim. Mas talvez a fragilidade emocional em que eu me encontrava quando vi o filme fez com que eu simpatizasse com ele, com o fato de ele não resolver os micro-adultérios somados que atravessam os três episódios paralelos. A estória protagonizada por Carolina Dieckmann e José Wilker é péssima (apesar de eu ter gostado da canastrice refinada da Marília Gabriela), mas
o desfecho "bissexual" preconceituoso