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Ali vai para Istambul atrás de emprego, trazendo consigo sua família. Logo começa a trabalhar como zelador do Edifício Emniyet, mas a umidade do prédio faz sua filha desenvolver asma. Ali, entăo, envia a família de volta ao interior, ficando sozinho. No edifício ele conhece o Sr. Mithat, solitário morador do quarto andar que vive entre as peças de sua preciosa coleçăo. Quando os moradores do Emniyet planejam reconstruir a antiga habitaçăo para aumentar seu valor e protegę-la de terremotos, Ali se une ao Sr. Mithat para tentar garantir o futuro de suas peças há anos preservadas.
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É um filme que preenche os corações que quem já assistiu "O Colecionador". O roteiro não é tão bom mas continuar vendo o Sr. Mithat preocupado com sua coleção faz valer a pena assistir.
Qual é a pala dos turcos com os objetos? Para mim foi automático lembrar do Museu da Inocência com o filme. Imagino que deve ter sido uma referência da diretora, já que é um clássico importante da literatura do país, mas acho que tem mais coisa nessa fixação por objetos. Talvez a posição como local de fluxo entre oriente e ocidente, que leva ao país um acero de objetos dos dois mundos... Talvez da cronologia desses objetos terem registrado um processo de abertura à cultura ocidental, da qual me parece que uma parte da população do país se orgulha (de ser "o mais ocidental" dos países do oriente médio), como bem descrito no Museu da Inocência... Ou talvez por ser uma economia globalizada com enormes desigualdades sociais, o que fortalece uma cultura do reaproveitamento e lota as feiras de objetos usados como aparece no filme.
Seja o que for, muito legal como trata os objetos como materialização de cultura. É legal a virada valorativa que o filme dá no espectador. Imagino que boa parte das pessoas que assistem o filme e se solidarizam com o velho Mithat, se conhecessem um senhor como ele na vida real iam o julgar meio doido e reprovar sua mania de acumulador. Mas o filme consegue montar o personagem bem o suficiente a ponto de mostrar seus motivos e transformá-lo em herói.