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Sinopse
Quando um encantador hóspede chega a um castelo remoto, a delicada dinâmica entre um marido negligente, sua noiva inocente e sua devota empregada se transforma em caos.
100 NIGHTS OF HERO Direção: Julia Jackman Ano: 2025 Assistido em: 21/03/2026
Eu sinto que o cinema de fantasia anda muito deficitário nos últimos anos. Na década de 2000, esse era um gênero que tinha muito espaço, principalmente depois do sucesso arrebatador de franquias gigantes como Harry Potter e The Lord of the Rings. Porém, com o passar do tempo, esse tipo de filme foi se perdendo, e a gente foi ficando cada vez mais órfão dessas histórias maravilhosas situadas em reinos distantes, com nobreza, cavaleiros e afins. Portanto, quando vejo o anúncio de uma nova história fantástica, já vou assistir de coração aberto; é meio caminho andado. Por isso, é um pouco triste me deparar com uma história que acabou não me cativando.
Cherry vive sob a ameaça constante de ser entregue a um homem cruel após um acordo perverso entre ele e seu amigo Manfred, que aposta ser capaz de seduzi-la em cem noites. Para evitar esse destino, Cherry recorre à inteligência e à imaginação de sua criada, Hero, que passa a narrar histórias noite após noite, tentando manter o homem distraído. Enquanto o tempo avança, as histórias revelam desejos, medos e reflexões sobre amor e poder, ao mesmo tempo em que Cherry luta silenciosamente para manter sua autonomia e escapar de um futuro imposto.
Meu problema aqui é que eu esperei demais. Os figurinos, os cenários e a caracterização dos personagens me ganharam, porque fantasia precisa ser lúdica, precisa ser irreal. O problema é que o roteiro é muito simplório, muito básico e muito previsível. Hero conta uma história que, se você prestar atenção, rapidamente permite ligar os pontos e perceber para onde tudo está indo. Além disso, os personagens são pouco carismáticos, e eu não consegui me encantar por eles. Eu amo o Nicholas Galitzine, assisto tudo dele, mas o personagem aqui, além de ser um escroto, não demonstra emoção. E não é só com ele. Hero, vivida por Emma Corrin, é muito fria, muito rígida, de expressão quase imutável. Em uma história que tenta vender um grande romance, especialmente na relação entre Hero e Cherry, nós precisamos sentir empatia pelas protagonistas, e infelizmente eu não senti.
Tecnicamente falando, o filme é um primor. Como já citei, todo o espaço físico é muito bem utilizado: figurinos, cenários, cabelo e maquiagem. A mitologia criada, especialmente envolvendo a religião, funciona como um reflexo interessante dos dias atuais, e as críticas e metáforas sobre como ainda é difícil para a mulher se impor e se sobressair na sociedade são válidas. O problema é que tudo isso está na segunda camada. A camada principal, que deveria ser o relacionamento entre Hero e Cherry, é muito fraca, pouco envolvente e acaba puxando o filme para baixo.
Talvez esse longa funcione melhor para quem venha sem muita expectativa, alguém que viu o pôster, gostou do trailer e resolveu assistir sem procurar saber muito. Não foi o meu caso. Meu problema foi ter lido uma sinopse e criado uma expectativa por algo que nunca se concretiza. Ainda assim, é louvável ver algum produtor ou estúdio tentando resgatar o gênero da fantasia. Eu gostaria muito de um revival mais consistente nos próximos anos, porque é um gênero que, para mim, nunca deveria ter perdido espaço.
Um chove não molha o filme todo. A intenção parece q é irritar todo mundo q assiste. Roteiro mal-intencionado pra gerar raiva.
amo um romance trágico
100 NIGHTS OF HERO
Direção: Julia Jackman
Ano: 2025
Assistido em: 21/03/2026
Eu sinto que o cinema de fantasia anda muito deficitário nos últimos anos. Na década de 2000, esse era um gênero que tinha muito espaço, principalmente depois do sucesso arrebatador de franquias gigantes como Harry Potter e The Lord of the Rings. Porém, com o passar do tempo, esse tipo de filme foi se perdendo, e a gente foi ficando cada vez mais órfão dessas histórias maravilhosas situadas em reinos distantes, com nobreza, cavaleiros e afins. Portanto, quando vejo o anúncio de uma nova história fantástica, já vou assistir de coração aberto; é meio caminho andado. Por isso, é um pouco triste me deparar com uma história que acabou não me cativando.
Cherry vive sob a ameaça constante de ser entregue a um homem cruel após um acordo perverso entre ele e seu amigo Manfred, que aposta ser capaz de seduzi-la em cem noites. Para evitar esse destino, Cherry recorre à inteligência e à imaginação de sua criada, Hero, que passa a narrar histórias noite após noite, tentando manter o homem distraído. Enquanto o tempo avança, as histórias revelam desejos, medos e reflexões sobre amor e poder, ao mesmo tempo em que Cherry luta silenciosamente para manter sua autonomia e escapar de um futuro imposto.
Meu problema aqui é que eu esperei demais. Os figurinos, os cenários e a caracterização dos personagens me ganharam, porque fantasia precisa ser lúdica, precisa ser irreal. O problema é que o roteiro é muito simplório, muito básico e muito previsível. Hero conta uma história que, se você prestar atenção, rapidamente permite ligar os pontos e perceber para onde tudo está indo. Além disso, os personagens são pouco carismáticos, e eu não consegui me encantar por eles. Eu amo o Nicholas Galitzine, assisto tudo dele, mas o personagem aqui, além de ser um escroto, não demonstra emoção. E não é só com ele. Hero, vivida por Emma Corrin, é muito fria, muito rígida, de expressão quase imutável. Em uma história que tenta vender um grande romance, especialmente na relação entre Hero e Cherry, nós precisamos sentir empatia pelas protagonistas, e infelizmente eu não senti.
Tecnicamente falando, o filme é um primor. Como já citei, todo o espaço físico é muito bem utilizado: figurinos, cenários, cabelo e maquiagem. A mitologia criada, especialmente envolvendo a religião, funciona como um reflexo interessante dos dias atuais, e as críticas e metáforas sobre como ainda é difícil para a mulher se impor e se sobressair na sociedade são válidas. O problema é que tudo isso está na segunda camada. A camada principal, que deveria ser o relacionamento entre Hero e Cherry, é muito fraca, pouco envolvente e acaba puxando o filme para baixo.
Talvez esse longa funcione melhor para quem venha sem muita expectativa, alguém que viu o pôster, gostou do trailer e resolveu assistir sem procurar saber muito. Não foi o meu caso. Meu problema foi ter lido uma sinopse e criado uma expectativa por algo que nunca se concretiza. Ainda assim, é louvável ver algum produtor ou estúdio tentando resgatar o gênero da fantasia. Eu gostaria muito de um revival mais consistente nos próximos anos, porque é um gênero que, para mim, nunca deveria ter perdido espaço.
Lindo!
Só uma mulher poderia dirigir um filme assim.