Em 1999, a família Sanford começou a filmar sua rotina em um perigoso bairro de Washington, a apenas 17 quarteirões do Capitólio dos Estados Unidos. Realizado em colaboração com o cineasta e jornalista Davy Rothbart, o documentário foca personagens de quatro gerações dos Sanford: Emmanuel, um estudante dedicado; seu irmão Smurf, um traficante de drogas local; sua irmã Denice, uma aspirante a policial, e a mãe deles, Cheryl, que deve lidar com os próprios demônios para promover o bem-estar da família. Abrangendo duas décadas, o filme retrata a permanente crise de uma nação, por meio de uma jornada crua, comovente e profundamente particular.
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É tipo de conteúdo que nos faz perceber como somos privilegiados em tudo na vida.Documentário emocionante demais,em todo momento os olhos enchem de água assistindo.Lembra muito "Fruitvale Station".
>Assistido em 12 de Fevereiro de 2022
-Dou nota 8/10
Ótimo documentário. Expondo a infeliz desgraça de uma família quebrada em todos os sentidos. Duro de ver em muitos momentos, mas também muito representativo.
Black boyhood.
Não é um filme ruim. Os personagens reais são muito carismáticos e o que acontece com eles é sobremaneira contundente. Mas, da maneira como os eventos trágicos são apresentados, o roteiro parece aderir a um problemático determinismo. Durante a projeção, fiquei extremamente incomodado, no que tange à falta de identitarismo no relato: evitando as estratégias ensaísticas, o filme é montado como um melodrama, com trilha musical extremamente xaroposa e narração motivacional e sofredora. Não obstante ser um compêndio de gravações reais, parece um plágio tramático de situações do filme BOYZ'N'THE HOOD - OS DONOS DA RUA: na primeira seqüência, podemos adivinhar exatamente tudo o que acontece. Isso estava incomodando-me tanto que encasquetei de pesquisar sobre o diretor. A quem não o fez, recomendo: minhas piores suspeitas foram confirmadas. O filme objetifica os sofrimentos dos personagens, que são acompanhados de maneira quase zoofílica: por mais que eles próprios filmem a si mesmos, não parecem deter as condições narrativas que cerceiam as suas trajetórias. Achei este filme imoral, odiável. Detestei, em nível radical! (WPC>)
Está sendo exibido na Mostra de São Paulo. Intenso, emocionante, necessário e imperdível.