Dirigido por
Data de lançamento
10 Fev. 2007Duração
Marion (Julie Delpy) e Jack (Adam Goldberg) formam um estressado casal, que vive em Nova York. Eles tentam recuperar o relacionamento viajando para Paris, a cidade-natal de Marion. Porém Jack enfrenta problemas, já que os pais dela nada falam de inglês e Marion volta e meia reencontra antigos namorados.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
"2 Days in Paris" tenta ser uma comédia romântica esperta sobre o desgaste de um relacionamento, mas tropeça no excesso de falas e personagens pouco cativantes. Julie Delpy, que dirige, escreve e protagoniza, imprime um tom claramente inspirado em Woody Allen, com muitos diálogos e neuroses, mas falta o charme e a inteligência típicos desse estilo. Há também resquícios dos delicados Antes do Amanhecer e Antes do Entardecer, mas sem a leveza ou a química daqueles encontros. Jack (Adam Goldberg) é irritante, Marion (Delpy) soa arrogante, e o casal mais cansa do que envolve. No fim, o filme parece perdido entre intenções e tons, sem nunca chegar a um destino claro.
Situações loucas, divertidas, desconcertantes, choque cultural.... da hora demais, como gosto desse tipo de filme e me identifico com os franceses kkkk
Dirigido, protagonizado, produzido, cantado e montado pela maravilhosa Julie Delpy: tinha como não funcionar? Infelizmente, sim. Achei o filme péssimo e mui desagradável. A primeira meia-hora é insuportável, mas, depois de algum tempo, consegui suportar o mau humor sub-alleniano de Adam Goldberg e o pasticho cosmopolita da clicherosa (e anti-francesa personagem que a própria diretor concebeu para si mesma). Os ecos da parceria com o Richard Linklater são evidentes, mas em chave quase concorrencial, competititva, invertida. As piadas sobre choque cultural são horrorosas e extremamente preconceituosas: não é engraçado, o que só piora quando a liberdade sexual da mulheres passa a ser condenada pelo enredo. A aparição de Daniel Bruhl é vexatória. mas o desfecho é bonitinho, ao menos (a nudez frontal justifica-se); assisti a uma entrevista com a diretora, após a sessão, e fiquei surpreso ao perceber como ela inseriu referências languianas, godardianas e até rossellinianas no filme. A que preço, meu Deus: horrível! Pior que a mais tosca das comédias românticas estadunidenses (destacando que a diretora considera o seu trabalho "pós-romântico"), argh! - WPC>
Que porre de filme.
O dia em que Julie Delpy quis dar uma de Woody Allen. Muitas dos ingredientes do cineasta norte-americano estão nesse filme, piadas sobre judeu, longas resenhas bem-humoradas de pessoas agitadas e neuróticas, relacionamentos a beira de uma crise de nervos, e por aí vai. Mas o resultado dessa comédia beira ao tédio total. Um casal, ele americano e ela francesa, resolve passar dois dias em Paris antes de voltarem para os EUA, mas essa estadia reservará a eles alguns mal entendidos com os parentes e amigos da garota. O problema é que não dá pra se simpatizar com ninguém, nem com o americano judeu que é um chato de “galocha” e nem com a francesa, que é pra lá de instável. Enfim, o filme é uma chateação só, irritante mesmo.