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A saga do Botafogo FC, campeão da Taça Cidade de SP de 1977 com Sócrates em início de carreira e outros craques do time interiorano. O triunfo sobre o São Paulo no Morumbi e a festa que parou Ribeirão Preto por 48h.
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Esse filme enche os olhos do torcedor de diversas maneiras. A começar pela máxima dita por torcedores que "o estádio é nossa segunda casa", pois é impossível não se sentir acolhido pelo filme, saber exatamente onde a câmera estava, o que estava mostrando, quando filmava em torno ou dentro do estádio, não dá pra não se sentir realmente em casa vendo o documentário. Além disso, o sentimento é o mesmo quando as filmagens se dão na Vila Tibério, berço do tricolor como diz o hino, na sede de nossa organizada, etc.
O filme, visto agora alguns anos após sua realização, nos dá um ar tão nostálgico quando mostra o time da série C de 2017 treinando, o estádio antes da maldita "parceria" que fizemos. Hoje, em meio a imensa crise política, um milionário que nunca tinha pisado na cidade utilizando jogos sujos pra se beneficiar politicamente dentro do clube e lucrar muito (há alguns ainda que acreditam que as reformas, a elitização e a retirada da torcida de seu tradicional local vão beneficiar o clube. Leigos ou pilantras). Tudo isso nos faz, mesmo na série B do nacional, sentir saudade dos jogos horríveis da divisão inferior, num passado próximo, onde não havia a merda da "parceria" com a SA.
Outro ponto de menos foco, mas importante é quando se trata de nossos rivais. O falido comercial abandonou o campo pra evitar uma goleada histórica e a virgem ponte preta literalmente apagou as luzes do estádio pra evitar uma derrota e assim avançar na fase seguinte do campeonato (era pra ser a gente!). São sujos e não a toa são muito próximos.
E o ponto principal do filme, que também gera muita emoção, mesmo a geração mais nova como a minha, é o histórico esquadrão de 1977 e seu histórico título do primeiro turno do estadual. Sócrates é um ídolo meu, Zé Mário também (um pouco menos que o doutor, mas é um jogador que tenho um carinho muito grande, até pela sua história triste e sua morte precoce) e creio que todos daquele elenco estão, de alguma forma, no coração dos botafoguenses. Aguilera, Manoel, Lorico, enfim, feliz quem teve a honra de participar nas arquibancadas desse momento grandioso do clube.
Não vou me estender mais pois se for pra falar do Botafogo ficarei horas. O documentário é maravilhoso, muito bem feito e realizado por um botafoguense dedicado ao resgate histórico do clube, que soube como mexer com o torcedor! Lindo!