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Filmaço viu, envelheceu muito bem. Claustrofóbico, bons personagens, clima muito marcante. Eu como um assiduo fã de Resident Evil, me senti em "casa". Acredito que, esse remake em específico, serviu de forte inspiração para o primeiro jogo. Filme que honra o legado da criação de um gênero e continua se propondo a dizer algo. Obra prima!
The Boys surgiu com um timing perfeito: logo após os gloriosos anos de reinado da Marvel. O gênero saturou, atingiu seu pico, e o público começou a pedir algo subversivo, algo diferente, algo que mostrasse a verdadeira face daqueles seres irretocáveis. The Boys supriu essa demanda por muitos anos, mas o “timing”, sim, esse maldito timing que foi seu maior salvador, acabou se tornando também o seu próprio carrasco.
Essa temporada final entra fácil na lista de piores finais de séries que tiveram um começo tão forte. E isso dói mais ainda porque The Boys teve, sim, quatro temporadas excelentes. É verdade que a terceira já apresentava uma pequena queda de qualidade, mas ainda eram poucos deslizes. A quarta temporada dá uma guinada, tem momentos muito bons, cenas surpreendentes e ainda deixa um gancho extremamente apetitoso pra quinta. O problema é que chega uma hora em que esse eterno Tom e Jerry simplesmente cansa.
É divertido até certo ponto, mas uma temporada final precisa ENCERRAR as coisas. E aí começa tudo de novo: mais gato e rato, mais ameaça que não leva a lugar nenhum, mais isca atrás de isca, mais potencial nunca alcançado. O Homelander parece que vai enlouquecer de vez… mas nunca enlouquece. O Butcher parece que finalmente vai pegá-lo… mas nunca pega. A Starlight parece que finalmente vai atingir todo o seu potencial… mas nunca atinge. O romance mela-cueca da Kimiko com o Francês vai e volta sem peso nenhum. É tudo café com leite, sem consequência, sem impacto real.
E isso afeta até a violência da série. O excesso é tão grande que nada mais choca. Quando toda cena tenta superar a anterior no grotesco, o impacto desaparece. A violência deixa de servir ao drama e vira apenas estética, uma tentativa constante de escalar o absurdo porque a narrativa já não consegue mais gerar tensão de verdade.
O maior problema é que a série parece ter medo de mudar seu próprio status quo. Os personagens ficam girando em círculos porque The Boys não quer abrir mão da dinâmica que fez sucesso. Só que isso cobra um preço: a trama para de evoluir. Tudo fica preso em um eterno “quase”.
E aí entra a questão política. Não me entenda mal: The Boys SEMPRE foi política, sempre foi galhofa, sátira e crítica social. E qualquer político merece ser zoado e criticado. O problema não é esse. O problema é quando a série abandona parte da construção dramática e reduz quase tudo a uma paródia extremamente direta do Trump e da política americana atual.
Antes, a série satirizava poder, culto à imagem, corporativismo, militarização, mídia e idolatria de celebridades. Era uma crítica mais ampla. Agora, muitas vezes parece apenas uma reação ao noticiário da semana. E isso enfraquece a obra, porque tira sua universalidade. Grandes sátiras envelhecem bem justamente por criticarem comportamentos humanos e estruturas de poder que continuam existindo décadas depois. Quando você prende sua narrativa demais ao timing político do momento, corre o risco de envelhecer rápido junto com ele.
E o pior é que The Boys tinha potencial pra entrar no hall das melhores séries já feitas. Tinha personagens ótimos, uma premissa brilhante, coragem criativa e momentos realmente memoráveis. Mas parece que, no fim, a série ficou tão apaixonada pela própria fórmula que esqueceu de concluir aquilo que construiu durante sete anos.
Kripke já mostrava em Supernatural certa dificuldade em encerrar ciclos sem prolongar conflitos artificialmente, e aqui isso fica ainda mais evidente. Uma pena. The Boys poderia ter sido lembrada como uma das grandes séries da televisão moderna. Mas acabou se tornando vítima do mesmo timing que um dia a transformou em fenômeno.
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FILMAÇO! Quando lançou não prestei muita atenção, mas minha esposa é fã do ramo da moda, "Diabo Veste Prada" é um dos seus filmes favoritos, então tivemos que assistir. E te falar: baita filme. Ótimo roteiro, diálogos bem escritos, a trilha também é um diferencial. Tem um bom ritmo, um poquinho longo, poderia ter 1h50, estaria ótimo. Mas vale muito!